Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 17/12/2020
A Constituição Federal de 1988— fruto da luta dos trabalhadores contra um regime ditatorial; e, por isso mesmo, conhecida como Constituição Cidadã— assegura o direito a saúde pública para os cidadãos do Brasil. Entretanto, percebe-se que a legislação não vem sendo cumprida, uma vez que a automedicação no século XXI demonstra que Sistema Único de Saúde não suporta a demanda de enfermos e a população carece de atendimento. Sendo assim, é necessário que o povo brasileiro reivindique os seus direitos, de forma a efetivá-los. Diante disso, dois fatores tornam-se relevantes para se compreender a problemática: primeiramente, a precariedade dos postos e hospitais públicos; e, depois, a importância de conscientizar a nação sobre os riscos da automedicação.
Primordialmente, segundo estatistas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em 2018, o Brasil se encontrava com cerca de 209 milhões de habitantes. Em vista disso, fica nítido que a maioria da população usufrui do SUS, porém, a precariedade desse sistema torna a automedicação uma opção viável. Por exemplo, as filas exorbitantes nos centros de atendimentos mostram a escassez de médicos, enfermeiros e equipamentos, expondo a ineficiência dos postos e hospitais públicos. Portanto, o governo deve destinar maiores verbas a essa área, preservando a saúde da nação do Brasil.
Outrossim, segundo o ex-líder político Nelson Mandela, " A educação é arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo", dessa maneira, educar a população sobre os riscos da automedicação é a melhor escolha do país. Ademais, no século em questão a internet domina pesquisas sobre doenças e remédios, assim, a população vê uma acessibilidade para se automedicar, mesmo sem ter conhecimentos sobre os riscos e consequências.
Dessarte, são necessárias medidas precisas e detalhadas para se solucionar o empasse. Inicialmente, cabe ao governo federal, por meio do Ministério da Saúde, melhorar o Sistema Único de Saúde destinando maiores verbas e atenção a essa área, com isso, a população não carecerá de saúde pública novamente. Por conseguinte, o Ministério da Educação, por meio de palestras e campanhas, deve conscientizar os cidadãos sobre os perigos da automedicação. Igualmente, o serviço do Google pode alertar as consequências de se medicar sem cautela a todos os indivíduos que realizarem pesquisas sobre remédios e doenças. Finalmente, o assunto em debate seria resolvido, bem como o povo teria postos e hospitais adequados e a Constituição de 1988 seria realmente “efetivada”.