Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 16/11/2020

A Constituição Federal de 1988 garante o acesso à saúde aos brasileiros. No entanto, esse direito, na prática, não é usufruído por todos os cidadãos, visto que o problema da automedicação está muito presente no século XXI. Nessa conjuntura, essa realidade é fruto de falhas no sistema educacional e da celeridade da vida moderna.

Sob esse viés, convém analisar como a negligência escolar influencia no entrave. Nesse sentido, o filósofo Immanuel Kant afirma que o ser humano é resultado da educação que teve. Sob essa lógica, se há um problema social, há como base uma lacuna educacional. Dessa maneira, as escolas agravam problemática, uma vez que a maioria delas se preocupa apenas em ensinar as causas e os sintomas das doenças, mas não orienta que os medicamentos só devem ser ingeridos sob prescrição médica. Somado a isso, poucas instituições de ensino mostram, detalhadamente, os perigos da automedicação, o que faz com que os alunos cresçam achando que isso não é um problema.

Ademais, outro fator a salientar é a celeridade da vida moderna. Nesse contexto, vale destacar que os diversos afazeres das pessoas, como o trabalho e o estudo, fazem com que muitas delas não reservem tempo suficiente para ir ao médico. Assim, ao sentirem algum sintoma, como uma febre, muitos indivíduos preferem se automedicar para evitar uma ida ao hospital. Essa atitude, em vez de melhorar a saúde das pessoas, pode trazer problemas graves, como uma intoxicação ou uma reação alérgica.

Portanto, faz-se necessária uma intervenção. Para isso, as escolas devem criar, no ambiente escolar uma semana para rodas de conversa e  de debate sobre a problemática. Tais eventos podem ocorrer no período contraturno, contando com a presença de biólogos e de médicos. Além disso, esse evento deve ser aberto à comunidade, a fim de que mais pessoas compreendam os perigos da automedicação. A partir dessas ações, poderá se consolidar um Brasil - e um mundo - melhor