Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 17/11/2020
“A diferença entre um remédio e um veneno está na dose” disse Paracelso, médico do século XVI. Muito se tem discutido, atualmente, acerca da medicação sem consulta médica profissional, atitude que geralmente encarreta transtornos a saúde podendo até levar a óbito.
Segundo dados do ICTQ(Instituto de Ciências, Tecnologia e Qualidade), em 2018 no Brasil, 79% das pessoas com mais de 16 anos, admitem se automedicarem, ato que quando feito de maneira errada ,em alguns casos, tem potencial de criar as chamadas superbactérias, que são responsáveis por 70 mil mortes anualmente no Brasil.
Vale citar também que, uma das causas motivadoras da medicação sem prescrição médica é, muitas vezes, o receio de ir em determinados hospitais, onde em alguns casos os cidadãos ficam em contato direto com inúmeras bactérias, e de contraposta a facilidade em pesquisar na internet qual remédio tomar para determinada situação - informação que pode não ser verídica - facilita muito o autodiagnostico.
Conclui-se então que, cabe a Anvisa por meio de novas legislações de regulamento, restringir o acesso fácil da população a medicamentos específicos, fazendo com que as mesmas tenham que consultar um médico. Além disso, é dever do governo a construção e fiscalização do estado físico dos hospitais ,criando então um ambiente em que a população se sinta tratada e não contaminada. Podendo assim diminuir consideravelmente o número de pessoas que se automedicam, rareando dessa forma as ocorrências de morte referentes ao impasse.