Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 19/11/2020
Alexander Fleming, produziu a penicilina, um antibiótico que salvou a vida de muitos soldados durante a Segunda Guerra Mundial. O uso que antes era restrito, passou a ser de uso público em casos que seriam desnecessário. Desse modo, este medicamento foi perdendo sua eficácia com o decorrer do tempo. Nesse ponto de vista, destacam-se dois pontos importantes: a automedicação e os riscos da busca de doenças pela internet.
A Constituição Federal de 1988, defende no artigo 6º que a saúde é um direito social, pertencendo o seu acesso em todas as classes e raças. Em contrapartida, o SUS tende a negligenciar certos casos médicos e isso leva o indivíduo a se automedicar, sem ter noção das consequências da medicação. Essa prática pode gerar quadros de alergia até quadros graves de intoxicação.
Ademais, muitos jovens e adultos tendem a se medicar após uma consulta na internet, no qual existe muitos conteúdos duvidosos. Entretanto, a prática da automedicação pode ser essencial em alguns casos, pois evita o contato direto em hospitais, ao qual o cidadão corre menos risco de contaminação por outras doenças, como a Covid-19. Esse ato cultural, quando realizado de forma irregular trás o aumento de superbactérias resistentes á antibióticos, como a superbactéria da gonorreia.
Portanto, é inadmissível que esse problema ainda perdure. O Governo, em junção com o Ministério da Saúde deve investir em campanhas de conscientização, assim como, investir no SUS, para melhorar sua estrutura e atendimento. Por meio de uma ampla divulgação midiática, que inclua propagandas televisivas, debates em escolas e entrevistas em jornais. Para que, a população seja conscientizada acerca disso e entenda os riscos do auto tratamento. Somente assim, o problema será amenizado. Se o uso da penicilina no passado tivesse sido regulamentado, atualmente, este antibiótico ainda teria sua eficácia.