Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 19/11/2020

No período colonial brasileiro,era comum se ouvir falar do “curandeiro da tribo”,o homem que curava enfermidades apenas com produtos naturais da região. De maneira análoga,hodiernamente,a sociedade tem  se comportado, pois há um aumento no índice de automedicação,o que pode gerar conflitos sociais e individuais no país. Dessa forma, cabe avaliar os fatores que favorecem esse quadro.

Em primeira análise,é possível afirmar que um dos principais conflitos gerados na sociedade é a falta de fiscalização governamental no acesso as informações das drogas lícitas. Nesse interím,o que mais se observa são as propagandas de incentivo ao uso de medicações, como por exemplo o “ENO” e o “EPOCLER”, a qual são vendidos como remédios para alívio de dores rápidas. Dessa maneira, a mídia tem contribuído para o auto descuido do brasileiro,pois a facilidade de informações para a atenuação dos síntomas é mais preferível do que a ida a um posto de saúde em busca de conselhos médicos.

Em virtude disso, a saúde humana pode está comprometida , pois o uso descontrolado de medicamentos pode causar danos ao organismo do indivíduo. Nesse sentido, Alexandre Flemming,farmacologista Inglês e criador da penicilina,deixou suas considerações ao afirmar que o uso de antibióticos sem prescrição médica pode levar ao aparecimento de superbactérias no organismo. Dessa maneira, é nítido que o maior responsável pelo seu bem-estar é a própria pessoa, que deve sempre se comprometer em buscar a ajuda de médicos e especialistas para assim promover uma vida longeva.

Portanto, medidas são necessárias para resolver esse impasse.Cabe ao Ministério da Saúde a criação pelo SUS de “consultas onlines”, em que as pessoas consigam atendimentos médicos de maneira rápida e fácil, além de também proporcionar que os profissionais possam expedir o receituário médico para as farmácias.Assim,haverá uma diminuição na automedicação e a facilidade na busca por receitas.