Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 20/11/2020
“Ao persistirem os sintomas, o médico deverá ser consultado”. Frase dita em comerciais de remédio, sendo orientação do Ministério da Saúde (MS). Entretanto, tal prática pode acarretar severos prejuízos à saúde da população, uma vez que esta -de modo inconsciente- induz a procura por remédios antes de se procurar ajuda médica. Logo, deve-se analisar como a ineficiência do Sistema Único de Saúde (SUS) e o surgimento da internet influenciam na problemática.
Inicialmente, com o sucateamento do SUS, tendo longas filas de espera e infraestrutura precária, faz com que a sociedade busque a automedicação. Segundo a OMS, o governo brasileiro destina apenas 7,7% de seu orçamento geral para a saúde. Como consequência, os centros de saúde -UPA, hospitais, UBS- não dispõem de orçamento suficiente para suprir a demanda, fazendo com que a população procure medidas mais rápidas, mesmo esta sendo perigosa e prejudicial à saúde.
Ademais, cumulado com o sucateamento do SUS, tem-se o advento da internet com inúmeras respostas obtidas em segundos por meio de navegadores como Google. Desse modo a prática de se automedicar e se “autodiagnosticar” se tornou muito mais comum. Consequentemente, essa ação acarreta problemas de saúde mais graves como intoxicação, dependência e mascaramento de doenças, diminuindo o bem-estar social.
Urge, portanto, que medidas sejam tomadas para se solucionar a questão da automedicação no Brasil. Desse modo, cabe ao MS, criar campanhas de prevenção e conscientização, por meio de novas propagandas em meios televisivos e mídias sociais -Instagram, Twitter, Facebook-, que apresente conteúdo educativo sobre a prática da automedicação e as consequências da mesma, de modo a amenizar a questão. Ademais, deve reverter a ideologia aplicada nas propagandas vigentes, passando a indicar ajuda médica antes dos remédios.