Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 29/11/2020
No filme “Batimentos” produzido pela Giacometti comunicação/Brasília em comemoração ao dia do farmacêutico para o Conselho Federal da Farmácia (CFF), alertando sobre os ricos da automedicação. Esse cenário fictício, é percebido quando observado no contexto brasileiro o problema de se automedicar. Contudo, é imperioso notar que a persistência da automedicação, bem como as fakes news, está entre os principais intensificadores dessa problemática.
Em primeiro plano, vale ressaltar que a problemática ocorre como subproduto das facilidades da tecnologia. Segundo Zygmunt Bauman, sociólogo polonês, as pessoas estão vivendo a “modernidade líquida”. Nesse sentido, os brasileiros, sobretudo jovens, optam por algo prático, como o automedicamento pela internet. Sendo assim, constata-se que a prática de ingerir medicamentos sem prescrição médica, é responsável pelo aumento de problemas na saúde, o que leva o organismo criar uma resistência aos antibióticos.
Em segunda análise, é incontrovertível que as notícias falsas corroboram com a perpetuação desse cenário. Exemplo claro desse contexto é evidenciado em uma pesquisa do Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade (ICTQ), em 2014 houve o registro de 72% das pessoas que usam medicamentos indicados por familiares. Essa dinâmica persiste, uma vez que, no Brasil, os cidadãos acreditam em informações divulgadas pelas mídias socias, sem saber a veracidade da informação. Com base nisso, percebe-se um prejuízo à ordem social, sendo imprescindível a dissolução dessa problemática.
Portanto, é mister que caminhos sejam traçados para mitigar os efeitos desse impasse. Ademais, urge que o Governo Federal, como instância máxima de administração executiva, deve atuar em favor da população, solicitando uma lei severa que proíba a venda de medicamentos sem receita médica, fazendo com que haja um controle maior. Além disso, as escolas, em parceria com o Ministério da saúde, promovam um projeto de promoção à saúde. Isso pode ser feito, com intermédio de palestrantes e profissionais da saúde, que debatam acerca dos perigos da automedicação, com o objetivo de ensinar, os problemas gerados por fake news. Feito isso, a dinâmica do filme não se tornará realidade.