Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 09/12/2020

Percebe-se, também, que a facilidade em obter os fármacos se faz como um empecilho para a atualidade. Acerca disso, é visto que os indivíduos partem do senso comum de que quando acometidos por uma doença, não sentem o dever de ir ao hospital, visto que possuem os remédios para atenuação domiciliar, entretanto, o que não captam é que, o uso indiscriminado pode levar a complicações diversas como a evolução do distúrbio, e até mesmo, a morte. Nessa lógica, sob uma pesquisa da Associação de Indústrias Farmacêuticas, a automedicação é a causadora de mais de 20 mil óbitos por ano no país, isso mostra que a prática dificulta o diagnóstico do profissional para induzir o tratamento. Sendo assim, é visível a relevância em mudar essa realidade.

Logo, é notável que o descaso público, além do rápido alcance aos medicamentos, são obstáculos que precisam ser atenuados. Para isso, cabe ao Poder Público, em conjunto com o Ministério da Saúde, criar um projeto que direcione capital para a melhoria do Sistema de Saúde, por meio da ampliação de hospitais, na compra de materiais de qualidade, mais que isso, o atendimento com profissionais que além de prescrever, tragam as informações acerca do uso dessas drogas, no intuito de que a população tenha mais acesso a informação. Outrossim, o Ministério da Saúde, por intermédio da Câmara de Deputados, deve elaborar um projeto de lei que preveja a necessidade de uma consulta para o uso da substancia, com a finalidade de diminuir as falsificações e o uso descontrolado. Por fim, espera-se que a cultura da automedicação em ascensão seja freada no Brasil.