Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 04/12/2020
A série “O Gambito da Rainha” retrata a história de Beth, que é enviada para um orfanato, aonde fica dependente dos remédios que lá são dados até a fase adulta. Fora da ficção, a população é bastante adepta e dependente da automedicação, mesmo com os riscos e benefícios à saúde, conforme cada caso. Sendo assim, fatores como, a negligência Estatal e a coesão coletiva acentuam o entrave.
Em primeira análise, é indubitável que a questão constitucional e sua aplicação estejam entre as causas do problema. Segundo o filósofo Thomas Hobbes, é função do Estado garantir o bem-estar social. Entretanto, isso não ocorre de maneira efetiva no Brasil, devido à falta de atuação Estatal, pois negligenciam políticas públicas para diminuição da automedicação de graves riscos, remédios que prejudicam mais que ajudam e de efeitos colaterais fortes. Desse modo, faz-se mister a reformulação desses aspectos, a fim de superá-los.
Ademais, é evidente que a coesão social contribui para persistência da problemática. De acordo com o filósofo, Michel Foucault, a normalização de costumes partem de todos as instituições sociais. Nesse sentido, o atual panorama da automedicação e à falta de informação para população dos riscos, gera uma nação desinformada sobre aquilo que está ingerindo e sobre futuros efeitos à saúde. Em suma, esses atos se tornam naturais e rompem a homeostase social.
Portanto, diante dos fatos supracitados urge que medidas sem tomadas para mitigação do empecilho. Logo, o Governo Federal, como instância máxima da administração executiva, em parceria ao Ministério da saúde, deve criar projetos de alerta para população, por meio da inserção dos veículos sociais e mídia em propagar os perigos da automedicação em larga escala e sem orientação médica, com o fito de aumentar o conhecimento da população aos riscos da automedicação à saúde. Assim, o que foi retratado na série, “O Gambito da Rainha”, deverá diminuir fora da ficção também.