Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 05/12/2020

A pensadora nigeriana Chimanda Adichie afirma que a ideia de mudar o status quo - ou seja, o estado das coisas- é sempre penosa. Nessa perspectiva,percebe-se  uma inércia no estado de problemas como o da automedicação, que pode causar muitos malefícios se feita de forma errada, podendo causar até mesmo problemas de saúde grave. Nesse contexto, é notório a configuração de um problema, que se enraíza na falta  de conhecimento e na busca por prazeres instantâneos.

Primeiramente, é preciso salientar que a falta de conhecimento é uma causa latente do problema. Djamila Ribeiro, pensadora brasileira, ressalta a importância de nomear as opressões, “já que não podemos combater oque não tem nome.” Porém, a realidade que se impõe é a do desconhecimento por grande parte da população, visto que muitos indivíduos não sabem os riscos que a automedicação pode acarretar.

Em segundo plano, outra configuração para o problema é a busca por prazeres imediatos. De acordo o hedonismo, filosofia grega o prazer é o bem supremo da vida humana. Sob essa lógica, a busca por prazeres instantâneo é justificada como o sentido moral da vida. No entanto, as pessoas estão se automedicando, como uma solução para o alívio imediato de alguns sintomas mas isso pode trazer consequências mais graves.

Portanto, como solução é necessário que a grande mídia- como responsável pela construção cultural - deve criar um canal de comunicação sobre o tema, por meio do aplicativo telegram, a fim de informar propriamente a população usando aúdios de especialistas. Tal ação deve, ainda, ser divulgada nos canais de comunicações convencionais e outras plataformas digitais. Assim possivelmente,  a mudança do estado das coisas possa ser menos dificultosa, como a perspectiva de Adichie revelou.