Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 12/12/2020

A série estadunidense “Euphoria” acompanha a jornada da adolescente Rue, a qual consome diferentes medicamentos não prescritos como forma de fugir da realidade, acreditando fielmente que controla a intensidade e os efeitos do consumo dessas drogas.Análogo ao programa, é perceptível, a quantidade de cidadãos brasileiros que creem que possuem essa mesma “habilidade”, assim colocando suas vidas frequentemente em risco. Portanto, é necessário a exterminação da falta de conhecimento das pessoas sobre os medicamentos que utilizam e a dificuldade de obter uma consulta médica rápida. Dessa forma, colaborando no emprego de modo consciente de remédios pelo povo brasileiro.

De início, é fundamental ressaltar, que muitos indivíduos preferem acreditar na opinião popular do que procurar um médico antes de comprar um fármaco. Essa negligência com a própria saúde, é justificada com falas como “não tenho tempo para isso” ou “eu tenho certeza do que tenho e do que usufruir, não preciso de consulta “, porém, esse tipo de pensamento não somente promove o risco de a doença não ser curada como também pode agravá-la, pelo perigo de não ser o medicamento correto para tal enfermidade.

Ademais, é necessário citar, o desafio para a população carente de conseguir um atendimento médico gratuito rápido, já que, as únicas formas de conseguir isso, é por meio de um convênio médico ou pagando uma consulta particular. Isso se deve ao fato, de que o sistema de saúde promovido para aqueles que não tem condições financeiras estáveis (SUS) está sendo cada vez mais desvalorizado e degradado. Um exemplo disso, é o acontecimento de 2020, onde a falta de preparação médica desses estabelecimentos públicos para uma pandemia ficou evidente logo no início, com a ausência de medicamentos e leitos junto com a demora no atendimento.

Mediante o panorama exposto, é imprescindível a promoção de propagandas e palestras em escolas e empresas explicando a importância de indicações médicas e o perigo da automedicação por meio do Ministério da Saúde, órgão responsável pela saúde pública, e pelo Ministério da Educação, auxiliando, na propagação de conhecimento cientifico e não popular quanto trata-se de saúde. Outrossim, é de extrema importância uma reforma na infraestrutura do SUS e a disponibilização de um estoque maior de medicamentos para esses locais, assim como a contratação de prestadores de serviços terceirizados por meio do Ministério da Saúde e do Governo Federal. Promovendo dessa forma, uma realidade mais consciente sobre o uso de remédios do que a da série.