Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 16/12/2020

No final da Segunda Guerra Mundial, os estudos técnológicos voltados para a medicina e a área da saúde, desenvolveram novos tipos de medicamentos e soluções terapêuticas e, com isso, a automedicação se intensificou à partir desse acontecimento histórico. No Brasil, atualmente, essa problemática vem crescendo desenfreadamente, causada pelo péssimo sistema de saúde público e o conhecimento popular.

Em primeira análise, a falta de políticas públicas é a causa principal do imbrogólio. Sobre isso, Abraham Lincoln, célebre personalidade política americana, disse, em um dos seus discursos, que a política é serva do povo e não o contrário. Em relação a tal informação, é perceptível o descaso da política brasileira com a automedicação efervescente no país, no qual os cidadãos brasileiros ficam em uma encruzilhada quando sentem sintomas, pois são conhecedores do precário sistema de saúde público. Desse modo, a maioria das pessoas esperam por semanas ou meses para serem atendidas por um médico, por isso, elas remetem a “solução” mais fácil que vai provavelmente lesar ainda mais a saúde do indivíduo, a automedicação. Dado o exposto, é notório a necessidade de mudanças afim de melhorar a saúde pública brasileira.

Ademais, o conhecimento público é um dos principais agravantes dessa problemática, de acordo com ABIFARMA, a automedicação é responsável por cerca de 20 mil mortes anualmente no Brasil. Este fato é ocasionado pelo famoso “jeitinho brasileiro”, no qual as pessoas preferem acreditar na crença popular para “solucionar” os sintomas e por pensamentos difundidos em falsas informações, como por exemplo, a famosa frase, “se não fizer bem, mal não faz”. Esse ato é extremamente perigoso pelos riscos farmacológicos que a medicação pode proporcionar, os efeitos colaterais podem acarretar um sério agravamento no quadro clínico do doente, ou até mesmo, o surgimento de novos sintomas que deturpam a realidade. Essas situações são rotineiras e precisam ser apaziguadas o mais rápido possível.

Portanto, medidas são necessárias para resolver esse impasse. É dever do Ministério da Saúde, em parceria com o Ministério da Cidadania, o desenvolvimento de políticas públicas, como por exemplo, o aprimoramento de hospitais e equipamentos médicos para agilizar o atendimento dos pacientes e a proliferação de mensagens conscientizadoras para a sociedade sobre a temática, por meio de um grande investimento do governo, com o fito de erradicar a automedicação no Brasil. Por isso tudo, é de se esperar uma realidade futura mais harmoniosa e utópica.