Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 16/12/2020
A Revolução industrial no século XIX ocasionou o surgimento de diversas indústrias, como a Indústria Farmacêutica, e o crescimento desse ramo tornou-se visível principalmente com o advento da medicina moderna. Contudo, existe uma ineficiência do Governo, primeiro em fornecer um sistema público de saúde eficaz e também em promover a fiscalização da venda de medicamentos, isso, associado ao costume brasileiro de indicação boca a boca de remédios, contribuem por tornar a prática do uso de medicamentos indiscriminada e natural.
Em primeiro lugar, sabe-se que a saúde é um direito social do cidadão brasileiro garantido pela Constituição Federal de 1988. Entretanto, percebe-se que cada vez mais o sistema público de saúde encontra-se saturado, e muitas vezes, para conseguir um atendimento são necessárias horas incansáveis na fila de espera. Diante disso, muitas pessoas tentam ao máximo evitar esse sistema, e por isso, acabam recorrendo a automedicação ou mesmo se rendem à indicação de alguém próximo cujos sintomas se assemelham aos seus. Vale salientar, porém, que sintomas semelhantes não são indicativos de uma mesma comorbidade e, dessa forma, o cidadão corre mais riscos ainda de agravar seu quadro ou desenvolver reações adversas desnecessárias.
Em segundo lugar, é sabido que existe uma fiscalização ineficiente por parte das agências reguladoras na venda de medicamentos. Nesse sentido, a Anvisa (Agencia Nacional de Vigilância Sanitária) formulou uma lista de medicamentos que devem ser submetidos a controle especial e sua venda deve ser controlada. Todavia, percebe-se que esse controle não é seguido nos estabelecimentos comerciais, e em alguns casos o próprio comerciante incentiva o consumo dos mesmos por parte da sociedade. Vale ressaltar também, o aumento do comércio online de fármacos, em que o consumidor pode comprar livremente a substância que deseja consumir.
Portanto, são necessárias medidas que ressaltem os perigos da automedicação para impedir sua naturalização no Brasil. Assim, o Governo Federal através de ações conjuntas com o Ministério da saúde deverá promover campanhas de alcance nacional por meio da internet e da mídia que demonstrem os malefícios de se automedicar. Ademais, deverá ser criado um departamento na Anvisa responsável pela fiscalização das distribuidoras de fármacos e correlatos tanto nas redes físicas quanto online. Desse modo, espera-se aproveitar apenas os benefícios das descobertas farmacológicas .