Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 23/12/2020
De acordo com Platão, “o importante não é viver, mas viver bem”. Para o filósofo, a qualidade de vida é tão importante que ultrapassa o valor da própria existência. Entretanto, no cenário brasileiro, milhares de pessoas têm seu bem-estar prejudicado em decorrência da prática de automedicação ao longo de suas vidas. Nesse viés, cabe analisar como as propagandas e a ineficiência do SUS influenciam essa problemática.
Em primeira análise, os meios de comunicação estimulam a automedicação. Isso ocorre porque, diariamente, propagandas de medicamentos, como Doril, são divulgadas em canais abertos de televisão, mostrando muitos fármacos como uma solução rápida e eficaz. Porém, segundo dados da Associação Brasileira de Indústrias Farmacêuticas, a utilização desses remédios sem uma orientação adequada traz sérios riscos, como o surgimento de alergias e o desenvolvimento de patologias antes não existentes nos indivíduos. Dessa forma, por causa desses danos às pessoas, faz-se de suma importância alterar a divulgação de propagandas de remédios.
Em segunda análise, o mal funcionamento do Sistema Único de Saúde agrava os problemas relacionados à automedicação. Nessa vertente, cabe destacar que os cidadãos enfrentam muitas dificuldades para utilizar o SUS, como grandes filas de esperas e a falta de médicos e enfermeiros, o que contribui para que eles passem a se medicar por conta própria. Todavia, levando em conta que, de acordo com a Constituição Federal de 1988, a saúde é direito de todos e dever do Estado, é necessário que investimentos sejam feitos nas unidades de atendimento para melhor atender as pessoas e reduzir os riscos da automedicação na pátria brasileira. [
Portanto, tendo em vista os aspectos abordados sobre as propagandas e a ineficiência do SUS, é preciso que medidas sejam tomadas. Cabe, então, à Mídia, principal meio responsável pela divulgação de informações, alterar as propagandas de medicação – substituindo essas por campanhas de incentivo ao acompanhamento médico – para que os indivíduos não sejam estimulados a se automedicarem. Além disso, é necessário que o Governo Federal, como instância máxima de poder do Brasil, invista no Sistema Único de Saúde – contratando novos médicos e enfermeiros - que podem ser pagos com recursos financeiros adquiridos no Fundo Monetário Internacional (FMI), para que as pessoas reduzam a utilização de fármacos por conta própria e o SUS se torne mais eficiente. Desse modo, espera-se que com essa medidas a automedicação em debate no século XXI seja superada no Brasil e os cidadãos vivam bem como Platão idealizou.