Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 26/12/2020

Inspirada pelo positivismo de Augusto Comte, a inscrição da bandeira nacional brasileira sugere que o progresso só é conquistado mediante o estabelecimento da ordem. Todavia, o caos promovido pela automedicação no século XXI impede que a saúde progrida no Brasil, pois, cerca de 35% dos medicamentos são adquiridos nas farmácias do país por pessoas que estão se automedicando. Este grave problema decorre, principalmente, da ineficiência estatal e da falta de mobilização da sociedade civil.

A princípio, nota-se a negligência da população com relação à saúde, o que se configura como um fato social. Este conceito, criado pelo sociólogo francês Émile Durkheim, afirma que valores exteriores e gerais se impõem sobre o sujeito de modo coercitivo e moldam seu comportamento. Nesse viés, a ausência de movimentos sociais e mobilizações coletivas que visem a combater a automedicação no Brasil desestimula os indivíduos na busca por soluções. Como consequência dessa inação, casos de intoxicação, interação medicamentosa e dependência crescem no país e, portanto, demanda intervenções.

Destaca-se, ainda, a ineficiência estatal no enfrentamento do problema. Segundo a teoria do “Contrato Social”, do filósofo inglês John Locke, o Estado tem a função de suprir todas as necessidades básicas da população, como o acesso ao eixo temático. No entanto, há uma violação desse contrato no Brasil, haja vista a fragilidade das políticas públicas que garantam esse direito no país. Esse cenário reforça a posição do Brasil entre as piores do mundo no setor e, sendo assim, deve ser enfrentado frontalmente.

Considerando as informações supracitadas, é evidente a necessidade de se mobilizar a sociedade civil e de tornar a atuação do Estado mais eficiente. Nesse sentido, as empresas de rádio, TV e mídias digitais — devido a sua grande influência na sociedade — devem pôr em pauta o problema (use palavras-chave da frase-tema), por meio do jornalismo e de obras de ficção engajadas (como novelas, filmes e seriados), com o objetivo de fomentar movimentos sociais que atuem na solução do problema. Além disso, cabe ao Poder Legislativo criar novas leis na área do eixo temático e aprimorar as existentes, inspirando-se nas melhores experiências internacionais. Tais medidas restabelecerão a ordem necessária para o progresso do país.