Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 27/12/2020

Desde os egípcios, 1500 a. C. Já era comum o uso de ervas na medicina como forma de aliviar os problemas de saúde desses povos. Diante desse recorte, atualmente, as plantas medicinais foram substituídas gradativamente por medicamentos produzidos em laboratório que requerem para o uso uma recomendação médica. Assim, a automedicação ainda é uma forte realidade na sociedade contemporânea devido aspectos tradicionois e receio da população em buscar o sistema de saúde.

Em primeiro plano, os costumes tradicionais que são passados em cada geração é um fator que aumenta a automedicação no Brasil. Isso porque, é comum dentro de casa as famílias compartilharem os medicamentos que servem para cada indivíduo. Nesse sentido, segundo o pensamendo de Émile Durkheim, os fatos sociais agem na maneira de agir e pensar de uma sociedade, ou seja, uma pessoa acaba sendo influenciada por outra para usar determinada medicação. O efeito social são pacientes que procuram os hospitais com alergias decorrentes dos fármacos ou ainda o desenvolvimento de  resistência medicamentosa para alguns grupos de bactérias futuramente.

Outrossim, ressalta-se o sistema de saúde pública que apresenta superlotação e longas filas de espera. Nesse ínterim, esse é um dos fatores que levam muitas pessoas a usarem por conta própria medicações sem receita médica. Nesse contexto, mediante a ética do pórtico, o termo grego “Katorthoma”, que significa ações diretas, ações perfeitas e plenamente dignas. Evidencia-se, que pode-se considerar necessário realizar ações dignas  de “Katorthoma” para melhorar a qualidade dos hospitais públicos do país e assim diminuir o tempo de espera dos usuários. Dessa forma, um sistema com maior e rápida resolutividade deve atrair o corpo social para realizarem as necessárias consultas antes de usar qualquer medicamento.

Portanto, essa problemática deve ser superada. Logo, o Ministério da Saúde pode utilizar propagandas na televisão incentivando o atendimento médico antes de tomar qualquer remédio. Nesse viés, essa ferramenta pode ser feita através de parcerias com as emissoras de rádio, TV e farmácias de todo o país alertando sobre os riscos da automedicação. Além disso, o Governo Federal deve fiscalizar os repasses dos recursos da saúde em todas as esferas do Brasil. Nessa perspectiva, essa ação vai monitorar a execução de obras locais que visam melhorar a qualidade de saúde dessas regiões. Dessa maneira, com mais hospitais as filas consequentimente irá diminuir e o tempo de espera será reduzido. A partir dessas ações como “Katorthomas” será possível lidar com a automedicação e uma eficiente solução.