Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 28/12/2020
O documentário da Netflix “Take your pills” aborda o aumento no consumo de medicamentos para proporcionar máxima potência nas atividades cotidianas. No entanto, ao discutir o uso de remédios sem orientação médica, nota-se que a automedicação responsável auxilia os serviços de saúde, todavia, o consumo frequente e sintomas constantes podem ocasionar o mascaramento de doenças. Sendo assim, urge que o Ministério da Saúde e comunidades civis trabalhem juntos para combater os fatores que influenciam esse quadro.
A princípio, é evidente que tais circunstâncias devem-se a dificuldade no atendimento médico e superlotação. A respeito disso, a Constituição Federal de 1988, em seu artigo 196, garante que a saúde é direito de todos e dever do Estado. Dessa forma, a calamidade do sistema de saúde e a pressão social por produtividade corrobora para as complicações do consumo excessivo de medicamentos por conta própria.
Ademais,a falta de fiscalização e desinformação sobreos efeitos colaterais acarretam reações alérgicas, intoxicação, dependência e até ao óbito. Entretanto,a morte do cantor-compositor Michael Jackson, exemplifica essa temática devido seu falecimento ser em prol de intoxicação por remédios para insônia, segundo o site G1. Logo, uma sociedade desinformada e que busca sanar dores, a fim de potencializar o desempenho gera problemas na saúde, o que é inadmissível e urge intervenção.
Portanto, faz-se necessário desenvolver medidas que visem mitigar a automedicação inadequada. Dessa maneira, deve o Ministério da Saúde, responsável pela proteção e restauração da saúde da população, em conjunto com o Conselho Federal de Farmácia, elaborarem campanhas por meio dos veículos de comunicação como televisão e redes sociais, com uma linguagem compreensível, objetivando o combate e a conscientização sobre a prática indevida no uso de medicamentos sem orientação médica. A partir dessas ações, espera-se promover uma sociedade informada e consciente sobre o excesso da automedicação no século XXI.