Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 07/01/2021
A Constituição Federal Brasileira,promulgada em 1988,prevê,em suas disposições,uma consolidação de um Estado justo,democrático e igualitário.No entanto,quando se fala sobre a automedicação em debate no século XXI,percebe-se que essas garantias constitucionais não se afirmam completamente no presente,visto que este é um grave problema social que sustenta pela falta de ações governamentais e ausência de orientação social.Diante disso,é imprescindível o debate e resolução dos impasses.
Em primeiro plano,vale destacar a ideia de Aristóteles que afirmou que o objetivo principal da política é garantir a felicidade dos cidadãos.No entanto,percebe-se que a tese do filósofo não se aplica à questão da prática de consumir medicamentos sem a prescrição médica,por quanto,apesar de existir uma lei,ela ainda é ineficaz para inibir esse ato,sendo necessário a intensificação de informação sobre os efeitos do medicamento.Assim,sem comprometimento do Poder estatal em aplicar políticas públicas para solucionar o impasse,percebe-se que uma idéia de bem-estar,da qual defende o filósofo,não se materializa no país,por isso,a resolução do cenário praticamente utópica.
Ademais,a opinião de massificação social apoiada por Hannah Arendt,em sua obra ’’ Banalidades do mal ’’ se liga secundariamente a situação.Com efeito,quando se fala sobre as dificuldades de um novo tratamento e do agravamento dos sintomas,é fácil perceber que a idéia defendida por Hannah tem total relação com a temática,já que os afetados são influenciados de tal modo que não conseguem que sua tomada de decisão sobre o que gostar ou consumir.Logo,nota-se que o Estado como detentor de conscientizar sua população sobre os seus direitos e bens sociais,mostra-se indiferente em relação à problemática,tornando essa uma das causas mais nocivas da questão.
Portanto,fica evidente a necessidade de intervenção na falta de informação sobre os riscos que a automedicação pode trazer.Para tanto,o Ministério da Saúde,deve promover uma campanha e projetos, por meio das unidades de saúde,para combater à alienação social sobre o tema,além do endurecimento das leis na venda de remédios.Tal projeto,deve ter alcance nacional,inclusive pela internet e com transmissões ao vivo,por exemplo, para que se apresentem as principais questões do tópico,com a qualificado de minimizar o problema.