Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 13/01/2021

Conforme menciona a Constituição Federal de 1988, todos os cidadãos brasileiros têm o direito à saúde. Porém, uma vez que a automedicação, com prescrições médicas ausentes, prejudica a saúde pública no país, sem que o Estado se pronuncie, há uma falha em tal regulamento. Nesse sentido, estratégias precisam ser aplicadas para alterar essa situação que tem como causas a organização capitalista atual e o silênciamento midiático.

A princípio, o sistema economico no qual o mundo caminha hodiernamente, o capitalismo, é um dos responsáveis por esse complexo cenário. Nesse viés, de acordo com o sociólogo Zygmunt Bauman, a sociedade é massivamente imediatista, isto é, os indivíduos que a ela pertence tende a pensar somente no presente sem questionar as consequências futuras de seus atos. Desse modo, é importante enfatizar que, desde a ascensão das revoluções industriais no século XVIII, as pessoas demasiadamente priorizam os empregos e retornos lucrativos ignorando, assim, as ideias de consultar-se para obter os medicamentos corretos e consumindo instantânemante qualquer pílula de fácil acesso. Dessa forma, os estudos do sociólogo são comprovados quando existe uma ação irresponsável de consumir qualquer remédio para haver uma melhoria nos maus estares no qual, futuramente, poderá ser obrservado efeitos negativos a saúde.

Outro fator a ser mencionado é a falta de debates sobre medicar a si mesmo, sem haver orientações clínicas, que caracteriza-se como um proveniente dificultador. Sob esse ponto de vista, segundo Foucault, muitos temas são silenciados para que uma estrutura de poder seja mantida. Logo, em analogia com o problema, o papel da mídia no corpo social é informar e conscientizar a população com o propósito de evitar que os indivíduos comentam erros fatais. Entretanto, contrariando a perspectiva midiática, uma pesquisa feita pela Associação Brasileira de Indústrias Farmacêuticas (Abifarma) informa que o motivo de 20 mil mortes anuais no Brasil deve-se ao uso descotrolado de medicamentos sem indicações iátricas, ou seja, a escassez de projetos transforma a função dos canais de televisão ideológica contribuindo para que a nação brasileira persista na utilização de medicamento incorretos.

Portanto, medidas devem ser efetivas a fim de mitigar os impactos dessa problemática. Assim, cabe ao Ministério da Educação e da Cultura, em parceria com o Ministério da Sáude, criar, por meio de verbas governamentais, uma campanha que irá ser realizada em todos os canais de meio de comunicação com o intuito de reeducar toda a sociedade e fazer com que ela mais ajuizada sobre sua vida e com a do próximo. Espera-se que, com isso, a Constituição Federal seja colocada em prática diariamente impedindo que automedicação cresca gradualmente entre os seres humanos.