Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 07/01/2021

A Constituição Federal de 1988— fruto da luta dos trabalhadores contra um regime ditatorial; e, por isso mesmo, conhecida como Constituição Cidadã— assegura o direito a saúde pública para os cidadãos do Brasil. Entretanto, percebe-se que a legislação não é cumprida, uma vez que a automedicação no século XXI demonstra que Sistema Único de Saúde não suporta a demanda de enfermos e a população carece de atendimento. Sendo assim, é necessário que o povo brasileiro reivindique os seus direitos, de forma a efetivá-los. Diante disso, dois fatores tornam-se relevantes para se compreender a problemática: primeiramente, a precariedade dos postos e hospitais públicos; e, depois, a importância de conscientizar a nação sobre os riscos da automedicação.

Primordialmente, é viável analisar a situação do SUS, visto que os brasileiros necessitam dele de forma imprescindível. Segundo estatísticas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, em 2018, o Brasil se encontrava com cerca de 209 milhões de habitantes; e, sendo o Brasil é um país subdesenvolvido industrial, é visível que a maioria do povo seja de classe média ou pobre. À vista do dado informado, fica nítido que a maioria da população usufrui do SUS, porém, a precariedade desse sistema torna a automedicação uma opção viável. Por exemplo, as filas nos centros de atendimentos mostram a escassez de médicos, enfermeiros e equipamentos, expondo a ineficiência dos postos e hospitais públicos. Portanto, o governo deve destinar maiores verbas a essa área, preservando a saúde da nação do Brasil.

Outrossim, segundo o ex-líder político Nelson Mandela, " A educação é arma mais poderosa que você pode usar para mudar o mundo". Assim, é cabível comentar que educar a população sobre os riscos da automedicação é a melhor escolha do país. Ademais, no século XXI a internet domina pesquisas sobre doenças e remédios, assim, a população vê na acessibilidade de informações um meio para se automedicar, mesmo sem ter conhecimentos sobre os riscos e consequências. Dessa forma, um ensino básico sobre os perigos dessa decisão desvinculará o povo do maléfico hábito.

Portanto, são necessárias medidas precisas para se solucionar o empasse. Inicialmente, cabe ao governo federal, com o auxílio de taxas empresariais, melhorar o SUS, destinando maiores verbas a essa área, com isso, a população não carecerá de saúde pública novamente. Por conseguinte, o Ministério da Educação, visando auxiliar na conscientização da população deve, com o apoio da plataforma digital do Google, emitir mensagens diárias sobre as consequências de se medicar sem acompanhamento. Finalmente, o tema em debate seria resolvido, bem como os brasileiros teriam postos e hospitais adequados e a Constituição de 1988 seria realmente efetivada.