Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 13/01/2021
A automedicação se baseia naqueles indivíduos que, sem nenhuma orientação médica ou farmacêutica, ingerem remédios por conta própria a fim de aliviar um sintoma rapidamente. Entretanto, a intenção de encontrar uma solução imediata para o problema, pode gerar outros problemas e ainda maiores. Desse modo, é importante salientar que a falta de acesso à informação é um dos fatores problemáticos e que em muitos casos, estes atos podem levar ao vício. Sendo assim, é de extrema importância que tais aspectos sejam discutidos a fim de se alcançar uma sociedade mais saudável e consciente.
A princípio, é fundamental pontuar que a falta de informação também leva a automedicação, muitas pessoas acham que é uma atitude inofensiva, mas na realidade pode ser fatal. Segundo entidades relacionadas à Organização das Nações Unidas, há estimativa de que até 2030, mais de 10 milhões de pessoas podem morrer devido à automedicação. Nessa lógica, é essencial que haja outras maneiras de alertar à população dos riscos, tendo em vista que nem todas as pessoas leêm a bula e não são todas as pessoas que sabem ler, a propagação dessas informações ainda podem ser consideradas primitivas, pois, é preciso que todas as camadas da sociedade tenham acesso a esse tipo de informação. Portanto, é inaceitável que continuemos seguindo com o mesmo problema por mais anos.
Ademais, sem prescrição e orientação de algum profissional, o uso inadequado de remédios mascara os sintomas, prejudicando o tratamento, além de muitos causarem vício. Sob o mesmo ponto de vista, da plataforma Netflix, a série “O Gambito da Rainha” aborda tal problemática através da protagonista Elizabeth Harmon que, a partir de sua infância no orfanato é instruída a tomar pílulas, ação que ela leva consigo até a fase adulta, devido ao vício desde criança. Nesse sentido, muitas pessoas desenvolvem a obscessão pelos medicamentos, e ficar sem consumir tais substâncias pode gerar insônia, ansiedade, inquiteção, dores, entre outros efeitos. Dessa maneira, é prejudicial para a saúde como um todo, já que de todas as formas irá causar alguma consequência negativa para o bem estar do indivíduo.
Assim, com o intuito de diminuir a medicação por conta própria e conter as mortes causadas por tal problemática na sociedade brasileira. Precisa- se que haja a conscientização das pessoas, portanto, o Tribunal de Contas da União deve direcionar capital por intermédio do Ministério da Saúde que, será revertido em campanhas de conscientização por meio de propagandas na mídia e redes sociais, e palestras nos postos de saúde com profissionais da área para tirar as dúvidas e orientar, com o objetivo de tornar uma população mais consciente e alerta dos riscos do uso inadequado de remédios. Dessa forma, uma sociedade mais perto de ser saudável e consciente.