Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 14/01/2021

Sabe-se que, desde a Revolução Técnico Científico Informacional, da segunda metade do século XX, há o avanço da medicina espalhada por todo o mundo, em conjunto com a redução do custo de medicamentos, facilidade e melhora para a população. Junto à isso, porém, vieram efeitos negativos, como o uso excessivo da automedicação, sendo necessário o debate e a solução sobre. Tal problemática tem como causa a desinformação social e pode gerar adversidades, como a criação de novas bactérias resistentes, na sociedade contemporânea.

Em primeira análise, segundo a OMS, Organização Mundial da Saúde, 10% das internações hospitalares mundiais são causadas por automedicação errônea. Isso mostra o resultado negativo que a desinformação pode causar, pois é ela o principal fator para o ato de ingerir remédios sem prescrição médica, que é comprovado pela frase do escritor Mário Quintana: “Autodidata é um ignorante por conta própria.”. Tal citação demonstra que a ignorância, acarretada da capacidade de aprender algo sem outro indivíduo, resulta em pessoas desinformadas, as quais acreditam ter conhecimento, nesse caso, sobre a saúde, ocasionando, muitas vezes, em um uso excesso da automedicação.

Com isso, conforme a Teoria da Evolução, de Charles Darwin, a seleção natural irá escolher os organismos mais resistentes para sobreviver no ambiente terrestre. Relacionando-se com a automedicação, é imprescindível notar o possível processo inicial de pandemia, disseminação mundial de uma doença: o alto uso de medicamentos, sem prescrição médica, bactérias mais resistentes a esse remédio serão selecionadas e, logo, tornarão-se mais fortes e modificados. Sem um antibiótico novo, capaz de matar o ser procarionte, ele poderá se transformar em uma superbactéria, convertendo-se em um perigo constante à população mundial.

Assim, conclui-se que, é indispensável o debate e a solução para a problemática da automedicação, no século XXI, em todo o mundo. Uma resolução para o empasse autodidata é a disponibilização de propagandas, que demonstre todos os aspectos negativos em se automedicar, sem o amparo de médicos, realizada pelo Ministério da Saúde, em conjunto com ONG´s especializadas no assunto, por meio de mecanismos de comunicação, como a televisão e internet, além da divulgação em instituições hospitalares e educativas. Dessa forma, a sociedade hodierna terá a compreensão da atitude errônea que a automedicação constitui e a facilidade, dentro do campo da saúde, desde a Revolução Técnico Científica, terá somente resultados positivos.