Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 14/01/2021

Nas antigas culturas, o curandeiro era o responsável por cuidar da saúde de sua tribo. Alguns desses ensinamentos eram passados às pessoas pelo fato do curandeiro nem sempre estar presente em situações na qual era requisitado seu ofício. Nas sociedades modernas, mesmo com o surgimento do profissional da saúde esses costumes populares continuaram a existir devido à falta ou à ineficiência do sistema de saúde vigente.

No Brasil, a automedicação se tornou um hábito e está arraigado à sua cultura. A falta de investimentos ou até mesmo de vontade pelas autoridades responsáveis legitima ainda mais esse costume. Falta hospital, falta médico e por consequência, falta atendimento adequado. Assim, o brasileiro se vira como pode: usa água benta, vai à rezadeira, faz promessa e se tudo isso não resolver, vai à farmácia pedir ajuda ao atendente que não tem autoridade científica para receitar, mas se vale de sua experiência com o público. Essa triste realidade figura na vida de muitas pessoas que não tem condição financeira para custear um tratamento razoável e que estão cansadas da morosidade do sistema de saúde público. Dessa maneira, casos como a resistência de microorganimos à antibióticos e a epidemia de talidomida na década de 1990 que causou malformações nos bebês das mães que fizeram seu uso aparecem esporadicamente e servem para alertar sobre os perigos dessa prática para a população.

Diante do exposto, faz-se necessário uma atuação mais presente e incisiva do Ministério da Saúde através de investimentos na área, com modernização dos espaços e capacitação dos proficionais a fim de fornecer ao cidadão serviços mais eficientes. Junto à ele, devem atuar também a Mídia e a Escola, auxiliando na fiscalização e na propagação da educação e da responsabilidade social por meio de propagandas, semana de conscientização nas escolas e reportagens mais frequentes sobre o assunto. Dessa forma, a sociedade estará mais preparada e crítica para decidir sobre o uso dessa prática.