Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 15/01/2021
A constituição Ferederal de 1988, Documento Jurídico mais importante do País, prevê em seu artigo 6° o direito á saúde inerte á todo cidadão brasileiro. Contudo, o que se observa no Brasil hodierno é uma deturbação de tal prerrogativa, tendo-se em vista a crescente cultura de automedicação, a qual tem o potencial de gerar danos á saúde, como também de ser um entrave na cura de determinada doença. Desse modo, dificultabdo a universalização desse direito tão importante. Sendo assim, faz-se necessário avaliar os fatores que rodeiam a problemática.
Em primeira análise, deve-se ressaltar a ausência de medidas governamentais para auxiliar a combater a automedicação. Nesse sentido, o que se observa é a ineficácia do SUS- Sistema Único De Saúde- que apresenta longas filas de espera e demora ao atendimento nas Unidades de Saúde, o que leva o ato de automedicar como uma solução mais rápida. Essa conjuntura, segundo as ideias do Filósofo contratualista John Locke, confugura-se como uma violação do “Contrato Social”, já que o Estado não cumpre sua função de garantir que os cidadãos desfrutem de direitos tão fundamentais, como atendimento médico em tempo integral, o que, infelizmente, é a realidade do País.
Em segunda análise, é lícito postular que após o advento da tecnologia e com o uso da internet, tornou-se simples a consulta com o “Doutor Google”. Segundo dados do site Gazeta do Povo, 26 % dos brasileiros recorrem ao google ao se deparar com algum problema de saúde. Esse fato pode acarretar o “diagnóstico” incorreto da doença e por consequencia a compra de medicamentos equivocados o que pode gerar reações adversas ou casos graves de alergia. Logo, é inadimissível que esse cenário continue a se perdurar.
Portanto, medidias são necessárias para auxiliar no combate á problemática. Para isso, é impressindivel que o governo em parceria com o Ministério da Saúde disponibilizem mais médico e horários de atendimento nos Postos de Saúde, como também é indispensável veicular conteúdos educativos a respeito da prática de se automedicar, por meio de mídias tevisivas e das redes sociais, a fim de conscientizar a população sobre os riscos e consequências dessa ação e incentivar a busca por auxílio médico. Assim, se consolidará uma sociedade mais responsável, onde o Estado desempenha corretamente seu contrato social, tal como afirma John Locke.