Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 15/03/2021
Segundo o filósofo grego Platão, a parte que o homem ignora é muito maior que tudo quanto ele sabe. Sob tal perspectiva, no dia hodierno, o pensamento de Platão repercurte no que tange a automedicação exacerbada no Brasil, tendo em vista que tal prática ignora o conhecimento científico e credibiliza seu próprio conhecimento empírico. Assim é licito afirmar que a ignorancia do homem sobre tal temática atrelada a desinformação intensifica os problemas de saúde dos brasileiros por alta igestão de medicamentos sem prescrição médica.
Mormente, é imperioso destacar a falta de conhecimento dos indivíduos sobre os perigos da automedicação. Nesse sentido, é pertinente mencionar uma pesquisa realizada pelo Conselho Federal de Farmácias que distribuiu nas ruas um certo medicamento e menos de 1% das pessoas perguntaram sobre as contraindicações do remédio. Acerca disso, é notório a despreocupação da população mediante a uma situação que diz a respeito da saúde do próprio cidadão. Desse modo, a desinformação e a falta de conhecimento são pilares que sustetam a automedicação.
Por consequinte, desencadeia-se diversos problemas de saúde nos brasileiros. Nesse contexto, notabiliza-se um dado divulgado pelo Ministério da Saúde, ele registra que em 2010 mais de 27 mil pessoas foram internadas por intoxicação devido a automedicação. A respeito disso, o dado evidencia os perígos de tal prática e o pensamento do médico suíço-alemão Paracelso, reforça sobre tais periigos quando afirma que a diferença entre um remédio e um veneno é a dose. Logo, depreende-se que um cidadão não é apto para automedicar-se.
Portanto, medidas são necessárias para atenuar tal mezela. Sob tal ótica, cabe as Governo em parceria com empresas privadas, aumentar as verbas destinadas para o setor de propagandas socioeducativas que devem ser intensificadas e ampliadas para todos os meios de informação, partindo da mídia até a realização de palestras presenciais em locais públicos, para que a sociedade possua um conhecimento científico sobre a realidade dos perigos da automedicação. Dessa forma, constituindo uma população com embasamento teórico e não apenas prático, tal conjuntura pode ser mitigada.