Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 12/03/2021
De acordo com dados da associação brasileira de de indústrias farmacêutica (Abifarma), a automedicação é responsável por cerca de 20 mil mortes anualmente no país. De certo, fator que contribui para tal problemática é a inércia do governo a respeito de propagandas televisivas que influênciam a automedicação. Outro fator que corrobora para este impasse é a falta de aulas e campanhas sobre a importância da prescrição de medicamentos por profissionais.
Diante desse cenário, vale ressaltar a obra “modernidade líquida” de Zygmunt Bauman, ao qual, fala que, a sociedade é fortemente influenciada pelo individualismo, de forma análoga com a automedicação no século XXI. Haja vista que, comerciais televisivos e anúncios publicitários são elaborados por empresas farmacêuticas como meio de venda seus medicamentos mas, em muitos casos estes induzem seus telespectadores a se automedicarem. Indubitavelmente, a insuficiência de medidas governamentais favorece com tal problema, visto que a automedicação é um grande obstáculo e pode acarretar mortes como mostra dados da Abifarma.
Outrossim, pode-se destacar a precariedade de informações vindas de escolas e campanhas educativas sobre o uso de remédios sem prescrição médica no século de XXI. Segundo pesquisa feita pelo Conselho Federal da Farmácia, quase 50% dos brasileiros se automedica pelo menos uma vez por mês e 25% o faz todo dia ou pelo menos uma vez por semana. Inegavelmente, isso se dá pela falta de conhecimento e instrução da sociedade do quanto é prejudicial o uso de remédios sem antes ter consultado o médico. Portanto, é necessário que as instituições de ensino crie meios para propagar os maléficios de tal.
Destarte, torna-se notório que a automedicação no século XXI causa impactos na sociedade e precisa de mais atenção. Assim sendo, urge ao governo a fiscalização das programações televisivas, por meio da elaboração de leis com intuito de suavizar o consumo de remédios por conta própia, logo, diminuindo os casos de mortes mostrados em pesquisa da Abifarma. Ademais, cabe ao Ministério da Educação a criação de palestras educativas para conscientização das pessoas a não praticarem a automedicação, elas devem ser ministradas por médicos e profissionais na área da saúde em ambientes públicos como escolas e praças. Para desse modo, a sociedade tenha todas as informações necessárias e parem de se automedicarem.