Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 27/03/2021

No livro “Sociedade do Cansaço” do filósofo Byung-Chul Han, retrata a sociedade do desempenho que está sempre em busca do produtivismo, seja na escola ou no trabalho, muitas vezes negligenciando a saúde. Logo, a automedicação é frequente, pois o imediatismo e a pressão de ser produtivo leva o indivíduo a consumir medicamentos sem orientação médica, gerando dependência e problemas para a saúde.

Sob tal ótica, o filosofo alemão Schopenhauer afirma; “A vida é um pêndulo sentre o sofrimento e a busca pela realização dos desejos”. Sendo assim, percebe-se que o ser humano vive em busca dos seus objetivos, levando por vezes a frustração e ao desenvolvimento de doenças, sejam mentais ou físicas. Desse modo, a falta de informação e a facilidade de obter medicamentos, leva o indivíduo ao uso de medicação por conta própria.

Contudo, o uso inadequado pode originar diversos problemas para a saúde do usuário, como: intoxicação, dependência e selecionamento de bactérias mais resistentes, ou seja, se isso acontecer o remédio não terá mais efeitos sob a doença, agravando o problema, podendo levar a óbito.

Dessarte, com o intuito de mitigar o problema da automedicação, seria necessário a intervenção do Ministério da Saúde promovendo campanhas informativas, explicando os riscos para a população, através das mídias sociais e televisivas. Além disso, é indubitável que o Governo aplique a fiscalização dos medicamentos, dificultando a venda de remédios sem supervisão médica. Assim, a sociedade seria mais informada e consciente do risco da automedicação para a saúde.