Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 17/04/2021

Em filmes, novelas e na mídia em geral, o uso de drogas ilícitas e seus impactos são abordados frequentemente devido aos grandes problemas gerados por seu consumo. Embora a automedicação também desenvolva prejuízos graves à saúde, sua prática e suas consequências não são visíveis na mesma proporção em que as drogas e seus efeitos são. Desse modo, tendo em vista a nocividade do automedicar, o debate sobre o assunto torna-se essencial para combater os efeitos das propagandas de remédios e sua consequente utilização.

Em princípio, é necessário notar que autoprescrever medicamentos pode ser benéfico para a otimização do tratamento de doenças. No entanto, a utilização de fármacos sem orientação ou formação pode desencadear reações alérgicas e intoxicações inesperadas. Tal ato é incentivado pelas propagandas que, apesar de alertar sobre contraindicações, promovem a venda desses produtos acima de tudo. Dessa maneira, automedicar é uma prática nociva, pois o seu uso pode ser feito erroneamente e em excesso.

Ademais, é importante ressaltar que, além de prejudicar a saúde, medicar-se pode dificultar o diagnóstico médico da doença. Assim sendo, o tratamento prescrito pode não ser o certo e levar ao agravamento da patologia que não foi identificada corretamente. Isso se reflete  na pesquisa feita pela Associação Brasileira de Indústrias Farmacêuticas (Abiforma) que contabilizou 20 mil mortes por ano, no Brasil, decorridas do mau uso de remédios. Em vista disso, é de grande relevância impedir que esses casos sejam mais frequentes na sociedade brasileira.

Portanto, em busca do combate à automedicação no Brasil, medidas devem ser tomadas. O Governo Federal, por intermédio do Poder Legislativo, deve modificar a Lei 9.294/96, proibindo efetivamente as propagandas que visam a venda de remédios e as substituindo por campanhas publicitárias, a fim de alertar sobre a importância da procura por orientaçãoo farmacêutica e médica no que tange o uso de fármacos, para que a automedicação seja orientada por farmacêuticos, os seus aspectos negativos sejam amenizados e os benefícios, recorrentes.