Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 07/04/2021
Ao contrário do que muitos acreditam, a automedicação é extremamente perigosa e pode ocasionar sérios danos à saúde e ao sistema farmacêutico. Ademais, ela costuma ser praticada irracionalmente, por ser um ato baseado em um hábito social, como já foi teorizado por Max Weber no pensamento da Ação Tradicional. Uma das principais influências para a automedicação são as Fake News encontradas constantemente na internet.
Tais Fake News são uma preocupação constante, principalmente no mundo moderno, onde a informação está cada vez mais acessível com o aumento da tecnologia. Receitas caseiras e remédios não indicados por médicos são recomendados, por sites, para a cura de doenças sérias, como o câncer e até o atual Covid-19. Com isso, podem ser gerados grandes problemas de saúde, como reações alérgicas e, em casos mais graves, a morte.
Outro problema gerado pela automedicação, é a falta de medicamentos nas farmácias, prejudicando o sistema farmacêutico. Um exemplo disso é a presente indicação da hidroxicloroquina para a cura do Covid-19, causando a ausência desse remédio para o tratamento de outras doenças, como o Lúpus. Assim, além de prejudicar do portador da doença que necessita do remédio, prejudica o sistema farmacêutico, que tem que aumentar sua produção.
Por todos os argumentos supracitados, é possível concluir que a automedicação necessita de extrema atenção. É necessário a conscientização da população através de campanhas governamentais, expostas, principalmente, em farmácias para que a população não deixe isso continuar como uma Ação Tradicional. Além disso, é preciso que as Fake News sobre saúde sejam combatidas, para que não haja informações falsas que podem prejudicar o bem-estar populacional.