Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 08/04/2021
Dor de cabeça, febre, resfriado e tosse. De acordo com o ICTQ (Instituto de Ciência, Tecnologia e Qualidade), estes são os principais sintomas que motivam as pessoas a tomar remédio por conta própria. Essa ação gera consequências, que, apesar de não se manifestarem a curto prazo, levando até a um alívio dos sintomas, a longo prazo ela pode ser prejudicial. No Brasil, o sistema precário de saúde e a falta da contínua informação a respeito desse tema, estimula a automedicação irresponsável.
Em primeira análise, a falta de investimento por parte do Estado no SUS (Sitema Único de Saúde), ocasiona a falta de recursos para a fiscalização nos postos de saúde, que são os locais da distribuição de remédios. Então, com a facilidade de adquirir os medicamentos, por consequência da falta de supervisão dos pedidos nas farmácias dos postos espalhados por todo o Brasil, a populção tende cada vez mais a consumir medicamentos sem receita médica.
Além disso, apesar de estarmos vivendo em uma época no qual a informação circula fácil e livremente, existe, ainda, a carência de conhecimento sobre as possíveis consequências, porventura graves, da automedicação. A mídia contribui muito para isso, com a divulgação insuficiente e supeficial de tais consequências nos anúncios de remédios, como dizer que se os sintomas persistirem é necessário buscar um médico, assim, mostrando que, para eles, isso não é um tema tão relevante, e, por consequência, acarreta, também, essa ideia de desnecessário à sociedeade.
Portanto, medidas são fundamentais para mudar este cenário. O Governo deve direcionar uma parte maior da verba para o SUS, no controle mais eficiente da saída de remédios das fármacias nos postos de saúde, exigindo uma receita médica para fornecer os medicamentos pedidos. Juntamente, a mídia tem de promover uma maior e mais direta informação, através dos canais de televisão, rádio, redes sociais, entre outros, mostrando a realidade das consequências de ingerir remédio por conta própria. Dessa maneira, pretende-se conscientizar a população acerca dos problemas causados pela automedicação.