Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 13/04/2021
Na série brasileira “As Five”, Ellen, interpretada por Heslaine Vieira, sofre uma arritmia cardíaca após o uso abundante de comprimidos, sem prescrição médica, com o intuito de manter-se acordada. Porém, embora faça parte de uma obra ficcional, o comportamento de Ellen é um problema real, que pode afetar não só a saúde física, mediante os riscos de intoxicação e o agravamento de doenças, mas também a saúde mental de um indivíduo, com ênfase nos casos de depêndencia. Complicações essas que fazem a automedicação ser tão debatidas no século XXI.
Conforme o médico e físico suíço-alemão Paracleso, “a diferença entre o remédio e um veneno está na dosagem”. Nesse contexto, é possível afirmar que tal prerrogativa, mesmo sendo explícita, possa ser despercebida pelo resto da população, já que o conhecimento popular acerca da automedicação baseia-se em teses incorretas, sem o auxílio de um profissional. Isso pode ser percebido, de certa forma, no uso indevido de analgésicos, antitérmicos, e até mesmo de anti-inflamatórios que são figuras reconhecidas na casa de muitas pessoas, mas que, todavia, são extremamamente perigosos devido aos exorbitantes riscos de intoxicação.
Segundos dados da OMS “Organização Mundial da Saúde”, 35% dos medicamentos adquiridos são comprados por automedicação, entretanto, 15% dos casos de morte por intoxicação são causados por tais medicamentos. Ademais, o uso indevido de medicações torna-se ainda mais preocupante quando o assunto em base é a dependência, no qual o vício pode trazer diversas complicações, como os sintomas psicológicos, a iniciação de crises alérgicas, e em casos mais graves, a overdose, e posteriormente a morte. Assim, é plausível concluir o motivo pelo qual a automedicação é considerada um problema de saúde pública no Brasil e no mundo.
Portanto, medidas precisam ser tomadas para contornar esses obstáculos. É certo que os perigos da automedicação precisam ser s em ruas com o intuito de conscientizar a população das ameaças de manter esses hábitos, e tambéalertados para todos, e com isso, a Anvisa e o Misnistério da Saúde poderiam providenciar palestram dos riscos que o conhecimento popular e a indicação sem tese vistos na internet podem causar. Por outro lado, o governo deveria realizar leis mais severas diante à venda de medicamentos sem prescrição médica em farmácias e clinícas farmacêuticas, além da constante fiscalização de membros da saúde nesses estabelecimentos. A automedicação precisa ser freada de algum modo, antes que colecione mais vítimas.