Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 14/05/2021

Historicamente, no início da idade Média, não havia uma unidade médica única e organizada. Logo, se uma pessoa adoecesse, majotariamente optava-se por tratamentos através do curandeirismo, benzeduras, entre outros, por fim procurava-se um médico especializado. Nesse parâmetro, na comtemporaneidade tal aspecto é notado no incentivo há automedicação dos cidadãos. Além de práticas diversas para o tratamento de doenças e sintomas, surgem aqueles que utilizam todos os tipos de medicamentos por conta própria ou por indicação de amigos, vizinhos, parentes, e em último caso procuram o direcionamento de um médico. Assim, tanto a cultura de utilização indiscriminada de medicamentos a partir de uma desvalorização da ciencia médica, principalmente com o advento das redes sociais, abrindo espaço para fake news, quanto a falta de educação para população sobre os riscos da prática contribuem para o agravamento de problemas relacionados à automedicação.

Em primeira instância, evidencia-se que a construção da história e dos costumes de cada população contribuem para o favorecimento de uma cultura da automedicação, principalmente no século XXI que por meio das mídias e redes sociais, há priorização do marketing na comercialização destes produtos, além da abertura para entrada de fake news envolvendo a eficácia de certos medicamentos. Essa questão mostra-se na atual pandemia do coronavírus, onde cerca de 110 milhões de Brasileiros foram atingidos com fake news envolvendo o vírus segundo a Avaaz, além de 70% da população ter acreditado em pelo menos uma delas segundo Fantástico. Dessa maneira constrói-se uma cultura na qual fatos científicos são inviabilizados, colocando a vida de pessoas em risco, o que nota-se nos dados da a Associação Brasileira de Indústrias Farmacêuticas, com cerca de 20 mil mortes anualmente no país por automedicação indevida.

Em segunda análise, a conscientização a partir de dados e incentivos contra a automedicação ainda é precária, privilegiando legislações para a comercialização dos medicamentos, como na (Lei 9.294/96), que permite o aumento das propagandas de medicamentos paliativos e venda livre destes segundo o ministério da saúde. Desse modo, ao invés de incentivar o cidadão ao apoio médico, sendo instruído de maneira correta, pode-se influenciar a um tratamento próprio, trazendo riscos as pessoas.

Diante o exposto, infere-se que a automedicação torna-se uma problemática quando não conscientizada e sem o apoio médico eficaz. Posto isso, o Ministério da saúde deve, por meio do SUS, promover incentivos para a conscientização da sociedade sobre a automedicação e seus riscos, a fim de diminuir os índices de morte e levar os pacientes para tratamentos adequados. Ademais, o Governo Federal, deve instaurar leis para o combate a fake news relacionadas a tratamentos nocivos.