Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 22/04/2021
O seriado norte-americano “House”, demonstra como o uso inadequado de medicamentos pode ser prejudicial aos seres humanos. Apesar de ser uma série e desenvolvida nos Estados Unidos, a automedicação é um problema mundial e real. Entre seus prejuízos, destaca-se a formação das superbactérias, além da contribuição para o surgimento de outras doenças no indivíduo automedicado.
Primeiramente, cabe pontuar que as superbactérias são bactérias resistentes, que desenvolveram uma maneira de combater antibióticos após estes serem usados de forma inadequada a partir da mutação. Nesse sentido, de acordo com uma pesquisa da Fundação FIOCRUZ, realizada em 2015, 23 mil pessoas morrem por ano no Brasil por causa das superbactérias. Dessa maneira, além de poder causar a morte do indivíduo, essas bactérias mutadas dificultam o tratamento de doenças, visto que, invalidam antibióticos, gerando um cenário preocupante.
Em segundo lugar, a automedicação pode gerar o surgimento de outras infecções no indivíduo. Como foi apresentado por Dráuzio Varella, o uso de medicamentos a longo prazo, sem acompanhamento médico pode causar doenças ao ser humano, uma vez que, os sintomas apresentados não serão ligados ao uso do medicamento, pois, a curto prazo, não havia causado consequências, o que dificulta o trabalho dos médicos. Observa-se então, uma situação cada vez mais agravada, muitas vezes causada pela falta de informação da população sobre a gravidade da ingestão de rémedios sem acompanhamento médico.
Em suma, visando uma melhoria nesse cenário problemático, são necessárias medidas. Portanto, o Ministério da Saúde deve promover uma melhoria na vigilância do crescimento da resistência a antibióticos, por meio da formação de um grupo, composto por especialistas, para realizar pesquisas e observar, nos hospitais, esse crescimento. Com isso, buscando identificar os problemas antes de maior agravamento, podendo tratá-lo. Logo, diminuindo taxas de infecção e número de mortes por superbactérias. Ademais, a ONU, em parceria com os presidentes, deve promover uma campanha de conscientização global, com o objetivo de alertar a população sobre a gravidade da automedicação e a importância do acompanhamento médico.