Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 21/04/2021

A automedicação significa o ato de ingerir medicamentos sem prescrição médica, podendo colocar em risco a vida e a saúde do indivíduo. Hodiernamente, no Brasil, essa prática se mostra recorrente, visto que a cultura da ingestão de remédios, sem acompanhamento clínico, se mostra mais fácil aos olhos da sociedade. Entretanto, essa prática apresenta consequências que podem ser prejudiciais aos cidadãos, como o proporcionamento do surgimento de superbactérias resistentes, oriundas do consumo inadequado de antibióticos e as complicações que os remédios podem causar no organismo se utilizados de maneira indevida.

Em primeira análise, vale destacar que o uso errado de drogas farmacêuticas pode levar a fins mais graves, como a produção de superbactérias. De acordo com o “Review on Antimicrobial Resistance”, uma rede de estudos britânica, caso as ordens mundiais não tomarem providências contra a problemática, pode ser estimado o número de 10 milhões de mortes causadas pelas superbactérias a partir de 2050. Confirma-se, portanto, a necessidade de supervisionamento na obtenção de fármacos, tendo em vista a redução da criação de novas bactérias resistentes.

Além disso, percebe-se também, os prejudiciais efeitos colaterais causados pelos medicamentos ingeridos de forma inadequada. Segundo a fonte de notícias Folha de São Paulo, na pandemia da Covid-19, pôde-se perceber um percentual no número de mortes ocasionadas por conta da errada medicação ingerida, por meio do chamado “Kit-Covid”. Desse modo, fica evidente os riscos que a aplicação imprópria de remédios pode causar, além de efeitos colaterais intermediários, ameaças fatais ao organismo humano.

Depreende-se, portanto, a necessidade da redução da prática da automedicação no Brasil. Para isso, cabe ao Ministério da Saúde, órgão responsável pelo sistema de saúde brasileiro, promover rigidez na venda de medicações e informar os riscos aos cidadãos, por meio da contratação de funcionários públicos especializados e campanhas midiáticas informativas, visando a redução dos resultados negativos oriundos do mau uso das drogas medicinais.