Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 26/04/2021
Segundo dados da Associação Brasileira de Indústrias Farmacêuticas, a automedicação é responsável por cerca de 20 mil mortes anualmente no Brasil. Propagandas de remédios divulgadas no sistema midiático corroboram para o incentivo à nociva automedicação, o que pode levar a intoxicação medicamentosa, que consequentemente pode levar a óbito por overdose. Outro grande problema gerado pela autoprescrição é a falha no tratamento médico.
A priori, os remédios assim como curam, podem prejudicar se não forem bem administrados. A intoxicação por remédios é questão de saúde pública, pois basta uma dosagem errada ou sem prescrição para se ter sérios problemas. A superdosagem pode ser acidental ou por desconhecimento, culminando na intoxicação medicamentosa, que gera no indivíduo problemas como, convulsão e alucinações, no pior dos casos, overdose, levando a pessoa a óbito. De acordo com o site Ictq, 20% dos casos dessa problemática são de mortes. Claudinei Santana, Coordenador de curso técnico em farmácia, diz ainda que os riscos estão diretamente relacionados com as características dos fármacos, que possuem reações adversas e são potencializadas pela dose excessiva.
A posteriori, é de suma importância salientar que a autoprescrição pode gerar falha ao diagnóstico e ao tratamento médico, agravando os sintomas. Em alguns casos, ela pode prejudicar a descoberta de doenças como dengue, zika e chikungunya, já existentes no corpo do paciente. Os sintomas destas doenças são muito parecidos e se o paciente tiver uma dengue hemorrágica, por exemplo, o uso de determinados medicamentos pode levar ao óbito. Um levantamento realizado pelo Ministério da Saúde revela que nos últimos 5 anos, 60 mil pessoas deram entrada em hospitais por se medicar sem a orientação de um profissonal.
Portanto, tendo analisado os fatos apresentados, percebe-se os danos que estão sendo causados a saúde pela automedicação. Para que se diminua os casos de intoxicação e falhas no tratamento médico, é preciso que os profissonais da saúde divulgam campanhas que conscientizem a população sobre os riscos de se medicar por conta própria, salientando o risco ao óbito. É necessário também que os farmacêuticos alertem sobre as contraindicações dos medicamentos vendidos sem prescrição médica. A fim de remediar tal problemática.