Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 27/04/2021

Indubitavelmente, seria desejável que os brasileiros tivessem um comportamento adequado com relação à automedicação sob prescrição médica. Constata-se, porém, que de acordo com à Associação Brasileira de Indústria Farmacêuticas (ABIFARMA), cerca de 20 mil pessoas morreram pela automedicação. Diante disso, deve-se analisar como a ineficiência estatal e a desinformação da população causam a problemática em questão.

Em primeiro lugar, é válido ressaltar que a ineficiência governamental contribui para o processo de automedicação. Isso acontece porque o Estado deixa de cumprir o artigo 196° da Constitução Cidadã, a qual garante uma saúde de qualidade e a proteção desses indivíduos. Nesse sentido, no Brasil é liberado a venda de medicamentos que não tenha tarja sem a prescrição médica. Logo, é considerado plausível pelo governo à atitude de automedicar-se ao decorrer de cólicas mestruais ou uma “simples” dor de cabeça. Por consequência, torna-se ineficaz as políticas públicas voltadas a saúde brasileira se não houver uma regulamentação quanto a importância da prescrição médica.

Em segunda análise, é fundamental enfatizar que uma população desinformada corrobora para o problema. Isso acontece, pois parte da população pouco se preocupa com a saúde e não procura se informar sobre as possíveis consequências de tais atitudes. Nessa lógica, segundo a especialista em  clínica geral Ligia Raquel Malheiro de Brito, à automedicação dificulta o diagnóstico médico, prejudicando o quadro e tendendo a escolhas inadequadas de tratamento. Consequentemente, é fato que a desinformação agrava o estado do paciente levando-o até a óbito.

Depreende-se, portanto, que a ineficiência estatal e a desinformação da população provocam a problemática em questão. Sendo assim, cabe ao governo juntamente, com o Ministério da Saúde -orgão responsável pela saúde dos brasileiros- promover políticas públicas. Isso por meio de camapanhas e palestras publicitárias nas mídias sociais e televisivas, a fim de orientar a população sobre o risco de automedicar-se. Ademais, o estado deve unir-se a profissionais da saúde reavaliando as campanhas publicitárias e as leis impostas por este, reduzindo assim este fator. Como efeito, é de se esperar que esse problema seja atenuado, cumprindo o artigo 196° e garantindo a segurança de todos.