Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 29/04/2021
Durante o Brasil colonial, com escassez de serviços de saúde e médicos devidamente capacitados, a população recorria aos populares curandeiros que receitavam medicamentos de fácil acesso. De forma analóga, o fato histórico se perpetua até a atualidade, causando um debate sobre a automedicação no Brasil que ocorre devido à venda de medicamentos sem prescrição médica e desinformação sobre o assunto e suas possíveis consequências.
Em primeiro lugar, destaca-se a falta de fiscalização na venda de medicamentos sem receita médica como um fato a ser debatido. Segundo a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA), três a cada quatro remédios vendidos no país, são adquiridos sem prescrição. Desse modo, a compra de medicamentos sem uma orientação e fazer o uso destes de maneira inadequada pode acarretar diversos efeitos colaterais que mascaram os reais sintomas da doença, res ações alérgicas ou intoxicações por uma superdosagem. Por conseguinte, gera o agravamento dos casos ou pode levar o indivíduo à morte, problemas que são possíveis consequências da automedicação.
Outrossim, a desinformação sobre os perigos de tal prática e sua banalização, são entraves a serem mitigados. Sob esse viés, um notável exemplo é o incentivo ao uso da hidroxicloroquina para prevenir a Covid-19, entretanto, o remédio não tem comprovação científica de sua eficácia, além de poder causar problemas cardíacos. Esse caso ocorreu por consequência, da forte veiculação de fake news que incentivava a automedicação através do pânico causado pelo novo coronavírus, algo que poderia agravar a sobrecarga do sistema público de saúde. Assim, trazendo sérios riscos à população que buscar uma forma prática de amenizar suas dores.
Portanto, é preciso medidas para atenuar a automedicação no brasil. Logo, o Ministério da Saúde deve agir com intervenções para o combate da medicação sem prescrição, por meio de investimentos para manutenção da fiscalização e controle efetivo na distribuição de medicamentos, promovendo, a elaboração de projetos legislativos, a fim de promover o estreitamento do uso medicamentoso sem orientação profissional. Ademais, é dever da ANVISA, em parceria com as secretarias de saúde, informar a população sobre os perigos do uso irrestrito de remédios, através de campanhas de duração mensal, com palestras de profissionais da saúde, para evitar a disseminação de fake news sobre o assunto, com a finalidade de garantir um maior bem-estar à sociedade brasileira. Assim o país poder-se-á viver um novo quadro social isento dessas ameaças à integridade coletiva.