Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 02/05/2021

Com a chegada do novo corona virús no Brasil, ocorreu a sobrecarga e a grande contaminação das unidades de pronto atendimento, desse modo, hospitais se tornatam os locais em que os brasileiros mais evitam atualmente. Isso, reflete de forma expressiva na tendência da população em se automedicar, tal atitude pode resultar em consequências graves e irreversíveis.

Alguns profíssionais, não acham de extremo malefício o uso de remédios sem preescrição médica, sendo em um curto período de tempo, para medicações não tarjadas, com extrema atenção á bula, e apenas no caso de doenças ou incomodos leves. Entretanto, é necessário atentar que cada fármaco tem uma determinada reação, que pode variar entre os organismos, provocando assim, efeitos colaterais indesejados. Ademais, podemos citar o exemplo dos antibióticos, usados ​​para combater infecções, quando o tratamento se inicía sem preescrição médica, pode ocorrer o processo de resistência antimicrobiana, diminuíndo a eficácia do remédio e aumentando o impacto da bactéria no corpo humano.

Vale ressaltar que, profissionais da saúde, advertem que este método de salvatério, máscara sintomas de doenças mais graves, prolongando e dificultando o tratamento. Na sequência, pesquisas revelam números altos, em relação aos casos de intoxicação causados por medicações, isso se deve ao fato da maioria não se atentar em ler a bula, e subsequente em não ter acesso, de forma explicita, ás informações dos riscos que o uso demasiado, pode causar.

Assim sendo, cabe ao ministério da saúde, junto ao CFF (conselho federal da farmácia) realizar campanhas, por meio de mídias sociais e propagandas televisivas, trazendo adendos, relacionados á automedicação, importância em ler ás preescrições e efeitos colaterais dos fármacos e em como o uso desenfreado pode ser prejudicial para o organismo, com o objetivo de conscientizar a população e evitar futúras tragédias.