Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 06/05/2021
No documentário americano “Take Your Pills”, é retratado jovens universitários que consomem medicamentos sem prescrição médica para melhorar o desempenho em provas e esportes. Dentro do cenário brasileiro está situação não é diferente, já que no país ocorre não só o acesso fácil a medicamentos, mas também problemas de saúde.
Antes de tudo, é necessário destacar que, com o avanço da tecnologia, as propagandas se tornam meios de venda de produtos, dentre eles os medicamentos. Entretanto, o advento da publicidade no mercado medicinal acarretou diversos problemas na sociedade, como a automedicação, que consequentemente provoca problemas de saúde. A fim de exemplificar tal tese, comprova-se que mais da metade da população se automedica, desde remédios para dores leves, até antibióticos que agem contra bactérias bacterianas. Com isso, fica-se nítido como o fácil acesso à remédios pode vir a induzir na saúde pública.
Ademais, nota-se também que, o processo de se automedicar pode vir originar problemas graves de saúde, como a intoxicação, o vício aos remédios e até a morte. Diante disso, é fato que a indústria de medicamentos está crescendo cada dia mais, e também manipulando a forma de combater as doenças. Exemplificando tal fato, tem-se que no Brasil ocorre a morte de milhares de pessoas anualmente, e a intoxicação medicamentosa é cada vez mais normal na população. Dessa forma, é nítido como a forma de se automedicar está inserida na sociedade, e como ela está sendo prejudicial à saúde.
Em resumo, tem-se com clareza o modo como o livre acesso a remédios e a cultura de tomar medicamentos por conta própria pode causar diversos transtornos. O que cabe ao Ministério Público juntamente com a ANVISA, é a eliminação de propagandas publicitárias, e promover programas para a conscientização dos riscos da automedicação, por meio de leis que impossibilitem o acesso a medicamentos sem indicação médica, com o intuito de acabar com este costume tão devastador.