Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 17/05/2021
Na série “Friends”, o personagem “Ross” fica tonto após consumir um remédio de forma indiscriminadda e sem ter consultadoo médico. Ao analisar a sociedade brasileira, percebe-se que tal história não fica distante da realidade, uma vez que diversas pessoas praticam a automedicação. Essa prática representa um risco à saúde dos usuários e está atrelada, principalmente, à influência do chamado “Doutor Google”. Logo, faz-se necessária a tomada de medidas que revertam o cenário citado.
Em primeira análise, consumir remédios sem a indicação médica pode agravar o quadro de saúde do usuário. Isso porque, em alguns casos, esses remédios somente mascaram os sintomas, dando espaço para que a doença progrida. Além disso, há problemas como a produção de efeitos inesperados e a interação perigosa com demais substâncias no corpo do usuário. A evidência disso está nos dados da Associação Brasileira de Indústrias Farmacêuticas — são 20 mil mortes anuais em razão da automedicação. Sendo assim, o uso frequente de remédios por conta própria é alarmante.
Outrossim, a problemática em questão ocorre, em grande parte, pelo uso do “Dr. Google”. Esse foi o nome dado às situações nas quais o indivíduo se baseia nos resultados das pesquisas da internet para, supostamente, tratar os sintomas que possui. Com isso, o internauta vai em busca dos remédios citados nas pesquisas e realiza a automedicação. Portanto, diversos brasileiros possuem a falsa crença de que consumir as medicações recomendadas pelos sites da internet é saudável.
Diante dos aspectos citados, é imprescindível que o Ministério da Saúde, a fim de diminuir os casos de automedicação pelos brasileiros e a influência do “Doutor Google”, conscientize a população acerca dos malefícios dessa prática para a saúde do usuário. Isso, por meio da realização de campanhas divulgadas nos veículos midiáticos — principalmente nas redes sociais, tais como Instagram e Facebook — que tragam a fala de médicos acerca dos riscos do consumo indiscriminado e por conta própria de remédios, além da importância de procurar um especialista ao invés de confiar somente no que a internet diz. Assim, terão menos casos como o de “Ross” no Brasil.