Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 13/05/2021

No documentário americano “Take your pills”, é retratado o abuso de medicamentos psicoestimulantes sem prescrição médica por estudantes. Fica evidente que, assim como na obra, diversos jovens buscam por drogas farmacológicas para obter um maior desempenho nos estudos e reduzir o cansaço físico e mental. Nesse sentido, é notório que a automedicação pode causar riscos em relação à dependência e a intoxicação por remédios.

Sob esse viés, é possível observar que o uso de medicamentos de forma irracional pode provocar adicção. A título de exemplo, o longa supracitado aborda o uso do Adderall, - usado para tratar transtorno de déficit de atenção com hiperatividade - utilizado por muitos estudantes sem o transtorno para alcançar melhor resultado no aprendizado. Apesar disso, a ingestão de remédios sem indicação clínica pode ser nefasto, pois diversos deles tem capacidade de causar dependência psicológica, fazendo com que o indivíduo não consiga realizar atividades sem o fármaco.

Além disso, é válido destacar que o principal risco da automedicação e o uso indiscriminado de medicamentos é o envenenamento. De acordo com o Sistema Nacional de Informações Tóxico-Farmacológicas, no ano de 2016, foram apurados 34% de casos de intoxicação. Desse modo, fica evidente que a ingestão inadequada de fármacos pode gerar prejuízos, visto que a escassez de conhecimento, o consumo excessivo e a falta de acompanhamento médico pode ter efeitos indesejáveis e, em alguns casos, causar óbito.

Infere-se , portanto, que medidas precisam ser tomadas para atenuar os casos de adicção e intoxicação farmacológica. Dessa forma, é imprescindível que o Ministério da Saúde, juntamente com o Ministério da Educação, criem medidas que viabilizem a população, principalmente os jovens estudantes, sobre a difusão de conhecimento sobre o uso racional de medicamentos, por meio de palestras nas escolas e campanhas na mídia, a fim de reduzir os casos de dependência e envenenamento. Tal ação deve, ainda, diminuir os casos de automedicação irresponsável.