Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 06/06/2021

No período colonial, a população usava medicamentos prescritos pelos boticários sem embasamento científico. Isso evidencia que a prática de automedicação é um costume cultural e problemático. Apesar dos riscos à saúde, tem-se, hoje, um contexto de consumo indiscriminado de remédios. Isso se deve à dificuldade de acesso as Unidades Básicas de Saúde(UBS) e à falta de informação sobre os malefícios da automedicação.

Em geral, existem dias específicos para agendamento de consultas na UBS e as altas demandas são regulares. Portanto, o tempo de espera para atendimento é alto e as pessoas recorrem às farmácias para solucionar problemas de saúde como dores de cabeça, febre e pressão alta. Inclusive, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária(ANVISA) regulamenta a venda e propaganda de medicamentos que podem ser comprados sem prescrição médica.

Além disso, os indivíduos não conhecem os perigos no consumo inadequado de remédios. As consequências podem ser o agravamento da doença, reações alérgicas ou mascarar problemas mais complexos. Segundo a Associação Brasileira de Indústrias Farmacêuticas(ABIFARMA), a automedicação é responsável por cerca de 20 mil mortes anualmente no país. Isso ocorre devido à dificuldade de obtenção de atendimento médico, e a população acaba seguindo a orientação de fontes não confiáveis, como amigos, familiares e a internet.

Dessa forma, é evidente que a automedicação constitui um risco para a sociedade. De modo a minimiza-lo, o Ministério da Saúde deve promover campanhas de conscientização contra os prejuízos dessa prática por meio da distribuição em massa de cartilhas em escolas e hospitais. Além disso, os governos Federal e Estadual devem trabalhar em conjunto para ampliar o acesso à saúde, principalmente em comunidades carentes.