Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 28/05/2021

Consoante a Constituição Federal de 1988, a saúde é um direito de todos e dever do estado, visando sempre a redução do risco de doenças, ao acesso universal e igualitário, para promoção, proteção e recuperação do indivíduo. Embora garanta a saúde pública, fora dele a realidade é diferente, uma vez que, o Brasil vigente demonstra sua face mais alienada e imprudente no que tange a automedicação. Isso ocorre devido pela manipulação da mídia, mas, também, pela ineficiência do Sistema Único de Saúde.

Segundo ao conceito de “Mortificação do Eu”, do sociólogo Erving Goffman, é possível entender que os meios de comunicação em massa instigam o indivíduo a ter um comportamento alienado. Tal preceito afirma que, por influência de fatores midiáticos, o cidadão perde seu pensamento individual e junta-se a uma massa coletiva. Nesse contexto o usuário, sem perceber é induzido a automedicação devido a um “bombardeio” de propagandas que aparecem nas redes sociais e de telecomunicações.

Outrossim, vale ressaltar que, com as longas filas de esperas e demora do atendimento nas UBS, o ato de se automedicar é tido como solução para o alivío de diversos sintomas. Diante disso, o sociólogo Zygmunt  Bauman afirma que algumas instituições perderam sua função social, mas ainda mantém sua forma, transformando-se em “instituições zumbis”. Assim, fica notório que o SUS, é incapaz de desempenhar seu papel social.

Portanto, urge necessidade de solução para tal impasse. Cabe, então, ao Ministério da Saúde, juntamente com a Mídia, desenvolverem propagandas educativas, nas mídias televisas e sociais que visem mostrarem as consequências e os perigos da pratica da automedicação. Ademais, motivando e repudiando a administração de remédios sem um acompanhamento médico. Para que dessa maneira, o país tupiniquim volte a ter função social como afirma Bauman.