Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 31/05/2021
Segundo Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), a automedicação é a utilização de medicamentos por conta própria ou por indicação de pessoas não habilitadas. Diante disso, podemos observar o quão frequente essa prática acontece, sendo capaz de trazer mais malefícios do que benefícios. Com efeito, torna-se imprescindível explanarmos sobre o uso de medicação imprópria como forma de melhorar nos estudos e trabalho, como também o uso abusivo de drogas que possuem grande potencial de causar resistência.
Em primeira análise, é importante destacar que são os jovens que fazem o maior uso dessa prática. No documentário “Take your pills”, a narrativa traz exatamente jovens estadunidenses utilizando remédios sem prescrição médica com o intuíto de apresentarem uma melhor performance escolar. Paralelamente com a realidade brasileira, muitos fazem o uso de medicação como a Ritalina (estimulante do Sistema Nervoso), para serem mais produtrivos no trabalho. Desse modo, acarretando em dependência química para efetuar tais atividades, além de agravamento dos efeitos colaterais.
Ademais, o uso abusivo de remédios como antibióticos, por exemplo, que devido a consequência do hábito, pode causar resistência no organismo. O médico cientista, Dráuzio Varella relata que quando os pacientes são medicados apenas uma vez, sempre compram o mesmo medicamento e se automedicam, porém em caso de persistência dos sintomas é necessário voltar ao profissional. Toda via, essa perspectiva não acontece, ocasianando assim, as chamadas Superbactérias.
Faz-se indubitável portanto, medidas para combater essa prática e amenizar o quadro atual. O estado deve, por meio do Mininstério da Saúde, Educação, juntos da mídia, promoverem palestras em escola do Ensino Básico, tanto públicas como privadas, a fim de esclarecerem sobre os riscos dessa prática. Espera-se com isso, construir uma sociedade atenta para que assim a cultura da automedicação seja freada.