Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 04/06/2021
O Hospital das Clínicas de São Paulo registrou que 600 pacientes são internados por mês por conta da automedicação. Esse dado bastante preocupante nos mostra um problema que atinge todo o país e vem sendo muito discutido, causado principalmente pela influência da mídia, gerando o uso indevido de remédios e colocando a saúde da população em risco.
Em primeiro lugar, é necessário analisar que o avanço tecnológico contribui diretamente a automedicação. Isso pode ser comprovado pelo “Dr Google”, termo utilizado nos dias atuais para caracterizar o aplicativo de busca mais utilizado do mundo que gera uma série de diagnósticos ao se pesquisar sintomas de doenças. Por conta da praticidade, muitos indivíduos, ao passarem mal, preferem procurar no Google ao invés de consultar um médico e muitas das vezes são indicados diversos remédios, fazendo com que essas pessoas se mediquem de forma indevida, sem ao menos terem certeza de que estão doentes. Além disso, as mídias e influenciadores digitais motivados pelo capitalismo e visando apenas o lucro influenciam a compra de medicamentos através de propagandas e posts em redes sociais que ao atingirem um número muito grande de telespectadores acaba levando muitos indivíduos a consumi-los.
Em segundo lugar, é possível observar que o desconhecimento em relação à biomedicina faz com que uma parcela muito grande da população faça o uso impróprio de remédios, como mostra o documentário Take Your Pills da Netflix onde é mostrado o quanto esse hábito é prejudicial à saúde. Por não saberem os vários efeitos que os medicamentos podem causar no corpo, como por exemplo, alergias e que podem ser até fatais, essa parcela da população faz o uso indevido de remédios a fim de procurar alívios imediatos e a solução para problemas diários,como dor de cabeça causada por estresse, intensificado por cargas de trabalho exagerada, colocando assim, a vida em risco.
Portanto, para que esse problema seja solucionado, cabe ao Ministério da Saúde a elaboração de campanhas que exponham os riscos da medicação indevida e as consequências que isso pode trazer à saúde por meio das grandes mídias, como por exemplo, rede Globo para que atinja uma grande quantidade de espectadores e conscientize a população a respeito desse problema. Através dessa estratégia, será possível traçar um caminho para a diminuição dos altos números de pessoas que se automedicam de forma inadequada.