Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 04/07/2021
Qual é a situação da automedicação no Brasil? Embora haja opiniões a favor dessa prática devido ao sucateamento do sistema de saúde, nota-se que os efeitos gerados na vitalidade coletiva têm sido negativos. Logo, é essencial analisar a causa e consequência dessa questão.
A princípio, é válido destacar a tendência por respostas imediatas como intensificador do problema. Segundo o sociólogo Pierre Lêvy, o ciberespaço coloca o ser humano diante de um ambiente inconstante e virtual, no qual gera informações e relações culturais numa velocidade instantânea. Nesse sentido, os brasileiros que estão inseridos nesse meio em razão do trabalho remoto, por exemplo, acaba muitas vezes sofrendo com a pressão por um alto desempenho, o que os leva a automedicação tanto para manter o nível de produtividade, quanto por não terem a disposição de esperar por consulta médica e tempo de recuperação prolongado, já que esse hábito é visto como funcional.
Esse cenário conduz, consequentemente, a um abuso de substâncias farmacêuticas sem prescrição médica adequada. Isso contribui em alguns casos para o surgimento de intoxicação e complicação de quadro clínico. Tal contexto pode ser comprovado pelo momento de pandemia causado pelo novo corona vírus, no qual há a discusão sobre o uso da cloroquina, visto que é um remédio utilizado para prevenção e tratamento da malária e o seu consumo sem orientação médica pode agravar os sintomas de covid-19 e levar a óbito.
Portanto, fica evidente que o Ministerio da saúde deve organizar campanhas informativas e de alerta, por meio da mídia televisiva, radiofônica, social e impressa que traga relatos e depoimentos de formadores de opinião, a exemplo do doutor Drauzio Varella, com a finalidade de abordar os malefísios de se automedicar e estimular a atividade física como forma de se manter dinâmico no ofício.