Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 04/06/2021
Na série “Sob Pressão”, é retratada a história de Evandro, um médico sobrecarregado que passa a automedicar-se para controlar a ansiedade e termina por desenvolver dependência química. Fora da ficção, observa-se, na atualidade, realidade análoga à retratada na série: a falta de informação e o acesso rápido a diferentes tipos de farmácos faz com que muitos indíviduos mediquem-se sem indicação médica. Nesse sentido, deve-se entender como tal problemática cataliza a dependência química e o surgimento de danos irreversíveis ao organismo e como resolvê-la.
Primeiramente, cabe abordar como a automedicação promove vício no século XXI. Isso porque, segundo o filósofo Friedrich Nietzsche, quando olha-se muito para um abismo, o abismo nos olha novamente. Tal metáfora, verifica-se correta na atualidade: a ausência de conhecimento sobre os riscos de medicar-se sem acompanhamento médico leva os indíviduos a consumir fármacos de forma indiscriminada. Em decorrência disso, a exposição exagerda aos perigos oferecidos pelo uso descabido de remédios reflete na sociedade, tal como previsto por Nietzch, e os cidadãos sentem a necessidade constante de determinados medicamentos, visto que seu corpo acostuma-se com a substãncia, promovendo a dependência química de drogas farmacológicas.
Ademais, outro risco da automedicação é a promoção de danos severos ao organismo. Nesse sentido, a obra “Campo Geral” traz a tona a história de uma criança que após ser medicada pela família com remédios ineficazes termina por vir a óbito. Paralelamente, a realidade imita a literatura: o uso indeferido de remédios sem prescrição médica, muitas vezes leva os pacientes a uma piora no quadro clínico, visto que ocorre a possibilidade de debilitar orgãos excenciais como o fígado devido ao excesso de fármacos no corpo. Como consequência, o organismo do enfermo sofre agressões que por vezes são irreversíveis e podem ocasionar a morte do doente.
Fica claro, portanto, a necessidade de um debate a nível internacional sobre o tema. No Brasil, cabe aos Ministérios da Educação e Saúde, estabelecer soluções para o problema. Para isso, o treinar profissionais que lecionem nas escolas palestras que levem informações não só aos alunos, mas também às famílias, sobre os perigos da automedicação, de forma a conscientizar os indíviduos sobre a necessidade de evitar o uso de remédios sem prescrição médica é fundamental. Além disso, a divulgação de comerciais, que retratem os riscos da automedicação é indispensável. Assim, será possível criar um país saudável, impedir que o abismo da dependência química reflita nos brasileiros, como previsto por Nietzch, e garantir que realidades como as de “Sob Pressão” sejam apenas ficção.