Automedicação em debate no século XXI

Enviada em 08/06/2021

Durante a segunda Revolução Industrial, houve o surgimento da indústria farmacêutica, a qual passou a produzir medicamentos em larga escala. Nesse viés, no século XXI, como consequência do crescimento capitalista dessa indústria, a automedicação mostra-se presente, devido, também, à desinformação populacional perante os remédios. Dessa feita, é pertinente uma análise detalhada da nuance, bem como de uma possível intervenção.

Em primeira análise, aplica-se ao contexto o conceito da “empurroterapia”, abordado em uma edição da revista eletrônica “Fantástico”. Esse é um termo que se dá uma prática, antiga no Brasil, segundo irregular a ANVISA, que consiste em vendedores oferecerem ou indicarem medicamentos similares no lugar dos remédios de marca, ou dos genéricos, para ganhar comissão dos seus fabricantes. Correlacionado a isso, está o conceito de “capitalismo selvagem”, utilizado pela primeira vez por Karl Marx, haja vista que, muitos líderes da idústria farmacêutica visam o lucro acima de tudo e de todos, o que desencadeia informações falsas a respeito dos medicamentos, que, por sua vez, tem como produto a automedicação. Portanto, é inadimissível que tais práticas ainda persistem no século XXI.

Outrossim, convém mencionar a educação precária como uma das causas da automedicação no século XXI. Nesse ínterim, no Brasil, segundo a lei 9.294 / 96, são permitidas somente propagandas de remédios sem tarjas, ou seja, paliativos - algo que melhora ou alivia momentaneamente, mas não é capaz de curar ou resolver o problema de saúde. No entanto, de forma a infringir uma lei, há obrigatoriamente que promovem propagandas, sejam elas virtuais ou não, de medicamentos tarjados. Consequentemente, devido à desinformação, muitos são ludibriados por tais infratores supracitados. No entanto, tal fato reverter-se-ia se o Estado assume a responsabilidade da problemática e instruisse os cidadãos acerca da automedicação. Logo, medidas de contenção devem ser efetivadas.

Dessarte, os problemas provenientes da automedicação têm fortes alicerces no “capitalismo selvagem” e na falta de educação da sociedade. Então, convém que o poder público, por meio do poder Legislativo, crie leis mais rígidas perante as falsas informações sobre os medicamentos, de modo a aplicar penas de reclusão aos infratores. Ademais, o mesmo agente interventor deve instruir a sociedade acerca dos malefíscios da automedicação, de modo a promover palestras nos centros educacionais públicos. Detalhadamente, é preciso a participação profissional formados no curso de Farmácia, visto que eles serão capazes de instruir os alunos com autoridade e veracidade. Finalmente, atenuar-se-á os danos causados ​​pela automedicação no século XXI.