Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 14/06/2021
De acordo com a Constituição Federal do Brasil, “a saúde é direito de todos e dever do estado, garantido mediante políticas sociais e econômicas que visem a redução do risco de doenças e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para a sua promoção, proteção e recuperação.” Entretanto, o descumprimento dessa lei se torna evidente, uma vez que, a realidade da saúde pública brasileira apresenta seu estágio mais inconsequente no que se refere a automedicação, especialmente nesse momento de pandemia. Nessa lógica, é claro que a insegurança e o medo desse novo vírus (coronavírus) corroborou para o aumento do uso inadequado dos medicamentos, podendo gerar outros agravos, principalmente devido as “Fake News” e insuficiência do sistema público de saúde.
É relevante abordar, primeiramente, que uma das causas para o uso incorreto e exacerbado dos medicamentos são as “Fake News”, que tem se agravado muito durante essa pandemia. Tendo como exemplo, é o remédio Hidroxicloroquina, que foi tido como prevenção e tratamento do Covid-19, no entanto, essa medicação não contém nenhuma comprovação científica, além de causar diversos efeitos colaterais, segundo explicam especialistas. Portanto, o uso inconsciente pode causar mais agravos do que se espera.
Deve-se abordar, ainda, que outra razão que corrobora para a automedicação é a ausência de fiscalizações em farmácias, posto que, há uma grande destreza para se ter acesso a medicamentos, que podem ser altamente perigosos e fatais, ocasionalmente vendidos sem a presença de receitas. De acordo com o estudo feito pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF), a automedicação é um hábito comum a 77% dos brasileiros. Essa situação é caótica, contudo, mutável.