Automedicação em debate no século XXI
Enviada em 17/06/2021
De acordo com a constituição federal do Brasil, “a saúde é direito de todos e dever do estado, garantida mediante políticas sociais e econômicas que visem a redução do risco de doenças e de outros agravos e ao acesso universal e igualitário às ações e serviços para a sua promoção, proteção e recuperação.” Entretanto, o descumprimento dessa lei se torna evidente, uma vez que, a realidade da saúde pública brasileira apresenta seu estágio mais inconsequente no que se refere a automedicação, especialmente nesse momento de pandemia. Nessa lógica, é claro que a insegurança e o medo desse novo vírus (coronavírus) corroborou para o aumento do uso inadequado dos medicamentos, podendo gerar outros agravos, principalmente devido as “Fake News” e insuficiência do sistema público de saúde. Diante dessa perspectiva, faz-se imperiosa a análise dos fatores que favorecem esse quadro.
Primeiramente, é perceptível que automedicação está cada vez mais recorrente no Brasil, e uma das causas para isso é a ausência de fiscalizações em farmácias. Posto que, há uma grande destreza para se ter o acesso a medicamentos, que podem ser altamente perigosos e fatais, ocasionalmente vendidos sem a presença de receitas. De acordo com o estudo realizado pelo Conselho Federal de Farmácia (CFF), a automedicação é um hábito comum a 77% dos brasileiros. Portanto, é necessário que essa problemática seja revertida.
Outro fator existente que explica o uso incorreto e exacerbado dos medicamentos são as “Fake News”, que tem se agravado muito durante essa pandemia. Tendo como exemplo, o remédio “Hidroxicloroquina”, que foi tido como prevenção e tratamento do Covid-19, no entanto, essa medicação não contém nenhuma comprovação científica, além de causar diversos efeitos colaterais, como afirma a OMS (Organização Mundial da Saúde). Logo, o uso inconsciente pode causar mais agravos do que se espera.
Em suma, é incontestável que a automedicação é uma realidade no Brasil, e gerou grandes preocupações e danos para a saúde pública, diante disso, intervenções tem que ser feitas a fim de amenizar essa situação. Para isso, é imprescindível que o Ministério da Saúde realize campanhas por meio de posts e noticiários com o intuito de alcançar um maior número de telespectadores para os alertar sobre os perigos da automedicação e os riscos para a saúde, com a finalidade de amenizar essa prática. Paralelamente, é imperativo que a ANVISA (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), diretamente vinculada ao Ministério da Saúde, realize investimentos para melhorar a fiscalização em farmácias com o propósito de atenuar a venda de medicamentos sem a prescrição médica, pois garantir o bem-estar e saúde da população, é garantir a ordem e o progresso da nação.